Mutualista Montepio admite vender parte da seguradora Lusitânia
O presidente da Associação Mutualista Montepio Geral, Virgílio Lima, admitiu esta terça-feira a venda de parte da seguradora Lusitânia, detida na totalidade pela mutualista.
À margem da sua tomada de posse como presidente da Associação Mutualista Montepio Geral, em resposta aos jornalistas, Virgílio Lima disse que, após a recuperação do grupo segurador Lusitânia (que ainda tem imparidades a recuperar), é possível que seja vendido o seu capital a outros investidores.
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"Nós não precisamos de 100% para ter atividade seguradora, é natural que possamos fazer alguma parceria de desenvolvimento no momento próprio", afirmou o gestor aos jornalistas, em Lisboa.
Já questionado sobre se nessa venda a mutualista manterá a maioria do capital, Virgílio Lima disse que não será obrigatório, admitindo que pode vender uma posição maioritária e ficar acionista minoritário.
"Não terá de ser [maioritária a posição da mutualista], mas admitimos que sim", disse.
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A seguradora Lusitânia teve lucros de 7,6 milhões de euros em 2024 e a Lusitânia Vida teve 7,5 milhões de euros (resultado provisório segundo o relatório e contas da mutualista de 2024).
Virgílio Lima voltou hoje a tomar posse como presidente da Associação Mutualista Montepio Geral, para o mandato que se prolonga até 2029, na sequência das eleições de dezembro passado para os órgãos associativos da mutualista.
A lista A, de continuidade da atual gestão e liderada por Virgílio Lima, foi a única que concorreu a todos os órgãos para o mandato 2026-2029. Para a mesa da assembleia-geral, o Conselho de Administração e o conselho fiscal, a lista conseguiu 88,6% dos votos (35.204 dos 39.740 votos expressos).
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Entre outros, além de Virgílio Lima como presidente do conselho de administração, tomou posse Maria de Belém como presidente da mesa da assembleia-geral e Victor Franco como presidente do conselho fiscal.
Na eleição da assembleia de representantes, o único órgão para o qual havia duas listas concorrentes, a lista A conseguiu 60,80% (24.605 votos) e a lista B (ligada à oposição à atual gestão) obteve 35,90% (14.506 votos).
Este órgão, onde se debatem e são votados os documentos fundamentais da mutualista Montepio (como orçamento e plano de atividades), é composto por 30 membros eleitos por método proporcional. Tendo em conta as votações, a lista A elegeu 19 membros, sendo o primeiro nome o padre Vítor Melícias, e a lista B elegeu 11 elementos, com o arquiteto Tiago Mota Saraiva à cabeça.
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No discurso após a tomada de posse, Lima considerou que a votação conseguida dá mais força ao programa que apresentou e mais responsabilidade para o executar.
"Esta escolha coletiva legitima o programa que apresentámos e reforça a responsabilidade em todos nós de o concretizar", afirmou o gestor.
Sobre os últimos quatro anos, em que já liderou o grupo Montepio, Virgílio Lima disse que o grupo se reorganizou e ficou mais rentável e capitalizado.
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A Associação Mutualista Montepio Geral registou lucros de 210 milhões de euros em 2024, mais 87,5% face a 2023.
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