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Bankinter com lucro de 901 milhões até setembro. Portugal cresce a dois dígitos

O resultado líquido do banco espanhol, depois de impostos, subiu 11%. Em Portugal aumentou 13% em relação ao mesmo período do ano passado.

Bankinter
Bankinter Bruno Simão
22 de Outubro de 2026 às 08:22
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O banco espanhol Bankinter alcançou, até setembro, um resultado líquido de 901 milhões de euros, mais 11% do que o apresentado no período homólogo. Antes de impostos, o lucro foi de 1.267 milhões de euros, mais 10,8% do que há doze meses.

Quanto a Portugal, a margem bruta cresceu 12% e o resultado antes de impostos atinge 178 milhões de euros, mais 13% do que o valor apresentado há um ano. Ainda em Portugal, a carteira de crédito ascendeu a 12.000 milhões de euros no mesmo período (mais 9% do que em 2025) e o património dos clientes gerido pelo banco cresceu 18%, para 21.000 milhões de euros.

Em comunicado, o Bankinter justifica o resultado com "maior dinamismo comercial e diversificação das suas fontes de receita".

"O Grupo Bankinter mantém, no final do terceiro trimestre do ano, uma evolução sólida dos seus resultados, sustentada no crescimento da atividade com clientes, na diversificação das receitas e numa gestão disciplinada do negócio. A capacidade de combinar crescimento rentável e solidez financeira permite ao Grupo continuar a gerar valor para os acionistas num contexto de mercado particularmente exigente", lê-se na nota.

Os ativos totais do grupo situavam-se, a 30 de setembro de 2026, nos 132.149 milhões de euros, mais 2,7% do que há um ano. A carteira de crédito atingiu 84.723 milhões de euros, registando um crescimento de 4,9%. A carteira de crédito totaliza 87.134 milhões de euros, o que representa um aumento de 5,6%.

Os volumes de negócio com clientes, somando o crédito, os recursos de clientes e os ativos sob gestão, atingem 250.142 milhões de euros, mais 7,1% do que há um ano.

Já a margem financeira atingiu níveis recorde e regista um crescimento de 5,7%, enquanto a margem bruta aumentou 6,5%, impulsionada pelo acréscimo das receitas provenientes de produtos e serviços de valor acrescentado.

Quanto ao rácio de capital CET1, aumenta no final do terceiro trimestre para 13,2%, muito acima do mínimo atualmente exigido ao Bankinter pelo BCE, de 8,6%.

No que respeita aos recursos de clientes e aos ativos sob gestão, totalizam 163.008 milhões de euros, mais 7,9% do que na mesma data de 2025. Deste montante, os recursos de clientes crescem 2,2%, enquanto os recursos geridos fora de balanço (fundos de investimento próprios e de terceiros, fundos de pensões, gestão patrimonial, SICAV e investimento alternativo) aumentam 15,2%, mantendo a tendência positiva do exercício.

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