BCP com lucro histórico de 1.018 milhões em 2025
Resultados representam uma subida de 12,4% % face ao ano anterior. Margem financeira resistiu à normalização das taxas de juro do Banco Central Europeu, tendo subido 2,4%.
- 5
- ...
O BCP registou um lucro de 1.018,6 milhões de euros em 2025, numa subida de 12,4% % face ao ano anterior. É o resultado mais elevado da história da instituição financeira.
"O banco apresenta os melhores resultados de sempre", enfatizou o CEO Miguel Maya na apresentação dos resultados.
Em Portugal o lucro subiu a pique: atingiu 869,4 milhões, mais 10,6% do que em 2024. As operações internacionais renderam 149,2 milhões de euros.
A carteira de crédito disparou 7,3% para 62,6 mil milhões de euros, com subidas nos segmentos de habitação (que aumentou 5,6% para 30,3 mil milhões), empresas (mais 10% para 24,4 mil milhões) e pessoal (cresceu de 7,4 mil mil milhões para 7,9 mil milhões de euros). NA operação nacional a carteira evoluiu 9,3% para 43,2 mil milhões de euros. Os empréstimos para compra de casa atingiram 21,8 mil milhões de euros, mais 10,8% do que no ano anterior.
O crédito malparado em Portugal (medido no indicador NPE, sigla inglesa para "Non-Performing Exposures") voltou a cair, de 973 milhões de euros em 2024 para 749 milhões em 2025. O rácio é de 1,7%. No grupo, caiu de 1,82% para 1,5%.
Em Portugal, as imparidades de crédito cresceram de 120,4 milhões de euros para 143 milhões.
Os recursos de clientes a nível do grupo também evoluíram positivamente, atingindo 111,8 mil milhões de euros. Os depósitos e a prazo tiveram uma subida ligeira de 36,1 para 36,3 mil milhões de euros. Os depósitos a prazo cresceram de 47,9 mil milhões para 53,5 mil milhões de euros. Em Portugal os depósitos a prazo tiveram também uma subida ligeira, de 26,6 mil milhões de euros para 25,8 mil milhões.
O produto bancário ultrapassou a marca dos 2 mil milhões de euros em 2025, mais 3,8% do que no ano anterior.
A margem financeira - diferença entre juros pagos e recebidos - resistiu à queda dos juros do Banco Central Europeu (BCE) e atingiu 2.898 milhões de euros, tendo, ao contrário do que acontece na generalidade do sistema bancário, aumentado 2,4%. Em Portugal a margem cresceu 2,1% para 1.338 milhões de euros. Nas operações internacionais o crescimento foi de 4,3%.
As comissões permitiram um encaixe de 847,4 milhões de euros, mais 4,3% do que em 2024. Na operação nacional esta rubrica rendeu mais 5,6%, atingindo 626 milhões de euros. A operação internacional originou 221,4 milhões de euros em comissões, mais 0,5% do que no período homólogo.
Os custos operacionais cresceram 8,3% para 1.415 milhões de euros. Os gastos com pessoal ajudam a explicar parte da evolução: cresceram cerca de 60 milhões de euros. Em Portugal os custos operacionais também cresceram, incluindo uma subida dos gastos com pessoal, de 379,1 milhões de euros para 392,7 milhões de euros. Isto apesar da redução do número de trabalhadores em território nacional, que em dezembro de 2025 eram 6.046, valor que contrasta com os 6.203 que estavam no quadro 12 meses antes. Neste período, o banco diminuiu o número de balcões, de 398 para 389.
Rácios acima dos requisitos
No capítulo dos rácios de capital, o CET 1 (sigla para a expressão inglesa "Common Equity Tier 1") foi de 15,9%, valor que fica muito acima do requisito exigido pela regulação, que é de 10,28%.
O rácio de capital total é de 19,9%, também bastante acima do requisito exigido de 14,72%.
O desempenho alcançado pelo banco traduziu-se numa rentabilidade (medida no rácio ROE, ou "Return on Equity") de 14,1%, acima dos 13,8% alcançados em 2024.
Mais lidas