Banca & Finanças Estado emprestou 3,9 mil milhões para o Novo Banco e adiantou mais 635 milhões

Estado emprestou 3,9 mil milhões para o Novo Banco e adiantou mais 635 milhões

No início de Agosto, além do dinheiro que serviu para capitalizar o Novo Banco, o Ministério das Finanças emprestou mais 635 milhões de euros ao Fundo de Resolução. Foi pago no final desse mês.
Estado emprestou 3,9 mil milhões para o Novo Banco e adiantou mais 635 milhões
Diogo Cavaleiro 25 de novembro de 2014 às 16:13

O Estado emprestou 3,9 mil milhões de euros ao Fundo de Resolução da banca, que é o único accionista do Novo Banco, herdeiro dos activos bons do BES. Além disso, durante um mês, o Tesouro português emprestou mais 635 milhões de euros.

 

A 3 de Agosto, o Banco de Portugal decidiu aplicar a medida de resolução ao BES, dividindo em banco bom e banco mau. Um banco que precisava de 4,9 mil milhões de euros. 

 

"No dia 4 de Agosto, o Tesouro disponibilizou um montante de 635 milhões de euros para além do empréstimo", contou aos deputados o vice-governador do Banco de Portugal e presidente do Fundo de Resolução, José Berberan Ramalho na audição desta terça-feira da comissão parlamentar de inquérito.

 

Esse empréstimo disponibilizado a 4 de Agosto de 635 milhões de euros "foi reembolsado a 29 de Agosto". E, de acordo com o vice-governador, "deu lugar a 1,3 milhões de euros em juros".


Esse adiantamento foi feito porque o Fundo de Resolução ainda não dispunha do dinheiro que a banca se comprometeu a emprestar, no valor de 700 milhões de euros. Só quando esse valor foi emprestado ao fundo é que os 635 milhões de euros emprestados pelo Tesouro foram reembolsados.

 

O Novo Banco tem como accionista único o Fundo de Resolução, tendo uma capitalização de 4,9 mil milhões de euros. 3,9 mil milhões vieram do Estado (da linha de capitalização da troika), 700 milhões de euros têm o empréstimo da banca como origem e o restante, cerca de 300 milhões, advém da mobilização dos recursos que o fundo já tinha. Esta estrutura foi revista, já que inicialmente a proposta do Banco de Portugal era de a injecção estatal ser de 4,4 mil milhões de euros, ficando 500 milhões por conta da banca. A banca é que se propôs a contribuir mais, através de um empréstimo. 

 

O Novo Banco é um banco de transição que tem de ser vendido até Agosto de 2016. O dinheiro da venda pretende compensar o montante emprestado. 

 




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