Banca & Finanças Maior accionista do BCP afunda 10% em bolsa

Maior accionista do BCP afunda 10% em bolsa

A Fosun sofreu uma forte queda na bolsa de Hong Kong, no dia em que as autoridades chinesas pediram mais informações aos bancos sobre empréstimos concedidos a várias empresas, incluindo a Fosun ou os chineses da TAP.
Maior accionista do BCP afunda 10% em bolsa
Reuters
André Cabrita-Mendes 22 de junho de 2017 às 09:17
A Fosun International afundou 9,6% no bolsa de Hong Kong. O maior accionista do BCP recuou durante a sessão desta quinta-feira, 22 de Junho, antes de recuperar para uma queda de 7,1%. Também a sua subsidiária Shanghai Fosun Pharmaceuticals recuou 8,9% na bolsa de Xangai.

Outras empresas chinesas também sofreram fortes quedas, tal como a Dalian Wanda Film cotada na bolsa de Shenzen e que afundou 9,9% durante a sessão. Esta empresa é uma subsidiária do Dalian Wanda Group - que opera em sectores como a hotelaria, finanças ou imobiliário -, empresa que não é cotada.

Estas fortes quedas acontecem no dia em que se soube que o regulador chinês para o sector bancário, o China Banking Regulatory Commission (CBRC), pediu a diversos bancos informações sobre várias empresas.

Conforme avança a Bloomberg, o regulador quer mais informações sobre empréstimos concedidos para operações no estrangeiro a empresas como a Fosun ou o HNA Group, accionista chinês da TAP e que se tornaram recentemente no maior accionista do Deutsche Bank.

Em conferência de imprensa esta quinta-feira, o regulador chinês limitou-se a dizer que está preocupado com os riscos sistémicos que as grandes empresas representam. A Fosun limitou-se a dizer que este pedido de informações pelo regulador "é normal", segundo a Bloomberg.

Estas empresas chinesas adquiriram activos no valor de 60 mil milhões de dólares (quase 54 mil milhões de euros) em países estrangeiros no espaço de três anos.

A Fosun é detida por Guo Guangchang (na foto) e, além de ser o maior accionista do BCP, a empresa é dona da maior seguradora portuguesa, a Fidelidade, e da empresa privada de saúde, Luz Saúde. A compra de activos em Portugal pela Fosun atinge quase os 1.500 milhões de euros.

O regulador também está interessado em saber sobre empréstimos a empresas como a Anbang, que esteve interessada no Novo Banco, o Dalian Wanda Group, ou o Xheijang Rossoneri, que faz parte do grupo que detém o clube italiano de futebol AC Milão.

O Financial Times avança que o pedido de informações pode ter sido causado por razões políticas pois estas empresas estão associadas a diversas facções políticas. O jornal britânico aponta que as autoridades chinesas estão preocupadas que estas empresas possam ter usado métodos financeiros criativos para comprar activos em diversos países.

Após o aumento de capital do BCP, a Fosun reforçou a participação no banco de 16,67% para 23,92%, ultrapassando a Sonangol como maior accionista. 

(Notícia actualizada às 11:15)




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