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Os fundos a que chamam "abutres" e querem ser Lázaro

A estratégia de investimento de entidades como a Lone Star e a Apollo leva o mercado a apelidá-las de "abutres". Estes investidores contestam este epíteto. Preferem ser chamados de fundos Lázaro, por devolverem à vida activos em dificuldade.

11 de Janeiro de 2017 às 22:00

Empresas como a Lone Star e a Apollo são muitas vezes apelidadas de fundos "abutres". Isto porque têm uma estratégia de investimento que passa pela aquisição, por um valor tão baixo quanto possível, de activos problemáticos, ou seja, que enfrentam problemas financeiros e necessitam de reestruturação, e que os operadores desses sectores não querem adquirir.

Depois de tomarem conta das empresas, os gestores de fundos de "private equity" procuram torná-las viáveis, através da venda de activos, do corte de custos, da redução de trabalhadores e da descontinuação de negócios menos rentáveis. Feito este trabalho, que pode durar meia dúzia de anos ou um pouco mais, estas entidades procuram vender estas empresas com o objectivo de rentabilizarem o investimento realizado. Podem fazer as alienações através da dispersão em bolsa do capital das empresas ou da sua venda a investidores do sector que, graças às sinergias, ainda podem retirar ganhos destas operações.

Lone Star e Apollo recusam o epíteto de investidores "abutres", alegando não comprarem activos de impossível rentabilização. Dentro da Lone Star há mesmo quem conteste esta ideia com base no princípio de que a gestora não adquire activos mortos. "Não somos fundos ‘abutres’, somos fundos Lázaro. Não compramos activos mortos, trazemos activos de volta à vida", defende-se entre os responsáveis do "private equity", numa referência ao milagre de ressurreição de Lázaro, descrito na Bíblia.

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