APED critica taxas sobre plástico face a inexistência de alternativas

O diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) considera um erro aplicar taxas pela utilização que penalizam toda a cadeia de valor sem existirem soluções alternativas para a embalagem de produtos que sejam economicamente viáveis.
APED critica taxas sobre plástico face a inexistência de alternativas
Pedro Curvelo e Rosário Lira 04 de Janeiro de 2020 às 21:00

A contribuição sobre a utilização de embalagens de uso único prevista na proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2020 apresentada pelo Governo é criticada pelo diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED).

Em entrevista à Antena 1 e ao Negócios, Gonçalo Lobo Xavier considera que é necessário encontrar-se alternativas às embalagens de plástico.

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"Parece-nos que conceptualmente pode ser interessante, mas, mais uma vez, o Estado quer legislar e taxar algo sem ainda se poder estudar as alternativas. E esta é que é a questão", defende.

A APED, diz, defende uma "utilização racional do plástico", mas isso não se resolve "por decreto" nem estando "todos os dias a inventar proibições". "Não podemos, ao mesmo tempo que queremos reduzir o plástico, taxar e penalizar toda a cadeia de valor sem dar tempo quer aos retalhistas quer à própria indústria para encontrar soluções economicamente equilibradas", reforça.

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