Lucros da Hugo Boss dão tombo de 51% nos primeiros três meses do ano
Empresa atribui dificuldades ao conflito no Médio Oriente.
A marca de vestuário alemã Hugo Boss registou um lucro líquido atribuível de 17 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, o que representa uma queda de 51,4% face ao período homólogo do ano anterior.
As vendas da empresa têxtil totalizaram, até março, 905 milhões de euros, menos 9,4% do que no ano anterior, embora, descontando o efeito da taxa de câmbio, a queda em relação ao ano anterior tenha ficado limitada a 6%.
O volume de negócios da Hugo Boss na Europa, Médio Oriente e África (EMEA) atingiu os 568 milhões, menos 10%, enquanto na América recuou 11%, para 188 milhões, e 6% na Ásia-Pacífico, para 123 milhões.
Por outro lado, as receitas provenientes de licenças totalizaram 26 milhões, um valor semelhante ao do mesmo período de 2025.
"O ambiente de mercado tornou-se mais complexo durante o primeiro trimestre, devido aos recentes acontecimentos no Médio Oriente", afirmou o presidente executivo, Daniel Grieder. "À luz dos resultados do primeiro trimestre, reafirmamos as nossas perspetivas para o ano de 2026", acrescentou.
Assim, a empresa alemã espera que as vendas ajustadas pelo tipo de câmbio diminuam entre 5% e 9% em 2026 e que o lucro antes de juros e impostos (EBIT) se situe entre 300 e 350 milhões de euros em 2026, contra os 391 milhões do exercício anterior.