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Lucros da Inapa recuam 75% no trimestre

O grupo distribuidor de papel teve um resultado líquido de 400 mil euros no primeiro trimestre de 2015, o que contrasta com 1,6 milhões um ano antes. Vendas diminuíram 4%.

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Isabel Aveiro ia@negocios.pt 19 de Maio de 2016 às 18:02
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A companhia Inapa – maioritariamente controlada pelo Estado (Parpública e grupo CGD) e pelo grupo BCP - terminou o primeiro trimestre do ano com resultados líquidos de 400 mil euros, menos 1,2 milhões (ou 75%) do que 12 meses antes (quando os resultados ficaram em 1,6 milhões), anunciou em comunicado ao mercado esta quinta-feira, 19 de Maio, após o fecho da bolsa.

O Re-EBITDA (ou resultado recorrente antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de 5,4 milhões de euros no período em análise, uma quebra de 25% face aos 7,2 milhões de euros obtidos entre Janeiro e Março de 2015.

O EBIT (resultado antes de juros e impostos) foi de 3,9 milhões, menos 32,3% do que em 2015, ano em que o primeiro trimestre fechou com um resultado de 5,8 milhões de euros.

As vendas da companhia, em valor, regrediram 4,6% face ao período homólogo, para 215,8 milhões de euros. Em volume, o decréscimo foi de 5,2% no primeiro trimestre de 2016, para 197 mil toneladas, "em linha com a evolução do mercado".

O negócio do papel foi responsável por vendas de 186 milhões de euros, o da embalagem por 17 milhões de euros (menos dois milhões de euros), e a comunicação visual facturou 10 milhões de euros, "em linha com o do mesmo período do ano anterior".

Já os custos de exploração, "líquidos de proveitos com prestações de serviços e outros rendimentos" e sem "imparidades de activos correntes" registaram uma diminuição de 2,6%. Passaram de 33,6 milhões para 32,7 milhões de euros, "como resultado do impacto positivo do ajustamento do modelo organizacional a par de uma forte gestão de custos".

No comunicado, a administração liderada por Diogo Rezende defende que "os três primeiros meses do ano ficaram marcados por uma queda do mercado, cujo efeito foi atenuado pela forte gestão dos custos e melhoria nos níveis de endividamento".

O grupo justifica a evolução dos lucros no trimestre pelos impactos ao nível do Re-EBITDA do facto do "rácio sobre vendas das imparidades dos saldos de clientes" ter "diminuído 0,22 pontos percentuais, para 0,2% das vendas", registando um decréscimo 500 mil euros face ao primeiro trimestre de 2015, "fruto da manutenção de uma rigorosa gestão do risco de crédito da carteira de clientes".

No final de Março passado, a dívida líquida consolidada, incluindo securitização, era de 309,6 milhões de euros, o que compara com 310,9 milhões no final de 2015 e com 309,9 milhões no período homólogo de 2015.

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