Conduril de Ermesinde com 2.800 trabalhadores volta aos lucros após prejuízos de 28 milhões

Há 38 anos aos comandos da empresa fundada pelo pai, Benedita Martins conduziu a Conduril, no último exercício, de volta a terreno positivo, com um resultado de 6,2 milhões de euros, tendo a faturação da construtora de Ermesinde fermentado quase 50% para 176,4 milhões.
Benedita Martins controla e lidera a Conduril.
Universidade do Porto
Rui Neves 27 de Março de 2026 às 18:33

Em Ermesinde, concelho de Valongo, mora uma construtora fundada em 1959, que se internacionalizou em 1990, para Angola, tendo posteriormente alargado a sua presença a Moçambique, Marrocos, Botswana, Espanha, Cabo Verde, Senegal, Zâmbia, Malawi, Gabão e Zimbabué, países onde emprega três quartos dos seus cerca de 2.800 trabalhadores.

Em Portugal, entre múltiplos projetos, marca presença em grandes obras públicas, fazendo parte, por exemplo, do consórcio português LusoLav para o projeto da alta velocidade ferroviária em Portugal, juntamente com empresas como a Mota-Engil e Teixeira Duarte.

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E distingue-se por, entre as grandes construtoras, ser a única liderada no feminino.

Assim que saiu da universidade com o “canudo” de engenharia civil no bolso, em 1988, Benedita Martins assumiu o cargo de CEO da empresa fundada pelo pai, contando com a irmã, Maria Luísa, na vice-presidência.

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Entretanto, depois de um 2024 “particularmente difícil e pela primeira vez a rentabilidade foi significativamente abalada”, fechando o exercício com prejuízos de 28,4 milhões de euros, a Conduril conseguiu retomar a via dos lucros, tendo obtido 6,2 milhões de euros em 2025, com a faturação a disparar de 124 milhões para 176,4 milhões de euros.

“Após um ano particularmente exigente, os resultados de 2025 evidenciam uma recuperação significativa da atividade e da performance financeira”, afirma a CEO da Conduril na mensagem que abre o relatório e contas do último exercício, enviado esta sexta-feira, 27 de março à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

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Ao nível da atividade operacional, a Conduril dá conta dos progressos relevantes nos principais mercados onde o grupo atua.

“Em Angola, tiveram início duas empreitadas de grande dimensão, reforçando a nossa presença num mercado estratégico e com elevado potencial”, enquanto “em Moçambique foi assinado um memorando de entendimento para o fornecimento e instalação de 112 pontes metálicas”, detalha Benedita Martins.

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Em Portugal, a empresária realça que “foi possível concluir e formalizar acordos pendentes com clientes, contribuindo para a consolidação da carteira e para o reforço das relações comerciais”, destacando ainda a assinatura do contrato do primeiro troço da alta velocidade ferroviária, projeto no qual a Conduril participa e cujos trabalhos “se encontram já em fase de preparação”.

Relativamente a 2026, a Conduril antecipa um exercício “particularmente promissor, marcado simultaneamente pela continuidade das empreitadas em curso, com um volume de obras em carteira na ordem dos 1,1 mil milhões de euros, e pela expansão de novas oportunidades estratégicas no mercado nacional e internacional”.

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