MSF Engenharia apresenta insolvência
A MSF Engenharia vai apresentar-se à insolvência depois de terem sido "esgotadas todas as vias".
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Com 49 anos de história, a empresa liderada por Paulo Ferreira Silvestre, informou já os trabalhadores da intenção, explicando que se encontra "hoje numa situação de grande desequilibro económico e financeiro".
"Não conseguindo a empresa assegurar recursos financeiros para fazer face às despesas da sua actividade, em particular os salários vencidos, e esgotadas todas as vias que se afiguravam como possíveis para evitar este desfecho, não resta outra alternativa que não seja a apresentação da MSF Engenharia, S.A. à insolvência", refere.
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A MSF Engenharia justifica a decisão pela "grave crise que o sector da construção atravessa em Portugal" devido à redução de investimento público, conjugada "com a diminuição dos contratos nos mercados internacionais da empresa, condicionados pelos baixos preços do petróleo".
Um factor que, acrescenta, limitou "a actividade da empresa e criou-lhe enormes dificuldades financeiras, levando a empresa a apresentar-se a um Processo Especial de Revitalização, com a reestruturação do passivo e a contratação de um financiamento sujeito a determinadas condições de desenvolvimento do negócio".
Agora, salienta Paulo Ferreira Silvestre, "a inesperada indisponibilidade, recentemente manifestada, dos financiadores para flexibilizar essas condições, acrescida pela indisponibilidade, transmitida em simultâneo, para apoiar a emissão de garantias bancárias necessárias à actividade futura da empresa colocaram em causa a viabilidade desse plano".
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Por outro lado, afirma ainda, "os intensos esforços entretanto desenvolvidos, incluindo os efectuados no plano diplomático pelo Governo de Portugal, para obter uma solução para a volumosa dívida do Governo de Angola nos últimos meses, revelaram-se infrutíferos".
"Tivemos expectativa até ao último momento de conseguir evitar o impacto desta insolvência" e "tudo fizemos na tentativa de reverter os problemas que afectam a empresa e de ultrapassar a situação vivida, mas infelizmente isso não foi viável", conclui ainda o presidente da MSF Engenharia.
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