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Governo de Sócrates “fez esforço grande de racionalização do projecto TGV”

Teixeira dos Santos recorda que Governo de Durão Barroso tinha previsto cinco linhas de alta velocidade.

Maria João Babo mbabo@negocios.pt 11 de Janeiro de 2013 às 17:07

O ministro das Finanças do Governo de José Sócrates sublinhou esta sexta-feira, na comissão parlamentar de inquérito às parcerias público-privadas (PPP), que o anterior Executivo “fez um esforço muito grande de racionalização e de clarificação de prioridades face ao que considero uma certa megalomania que então reinava com projectos de alta velocidade”.

 

Teixeira dos Santos lembrou que a resolução de Conselho de Ministros de Julho de 2004, no Governo de Durão Barroso, consagrava a rede de alta velocidade a que o país se comprometeu com Espanha confirmando quatro ligações – Lisboa-Madrid até 2010, Porto-Vigo até 2009, Aveiro-Salamanca até 2015 e Faro-Huelva até 2018 – e acrescentava Lisboa-Porto.

 

“O governo de que fiz parte reduziu estas prioridades para três”, recordou, lembrando que em virtude da crise suspendeu Lisboa-Porto e Porto-Vigo e restringiu a opções a Lisboa-Madrid. Aí “ficamos circunscritos a Poceirão-Caia porque ligação de Portugal às redes transeuropeias é algo de crucial e decisivo para a competitividade”.

 

Para Teixeira dos Santos, este projecto “dificilmente podia ser abandonado”. Isto pela importância para a economia nacional da ligação às redes transeuropeias, do carácter prioridade reconhecido pela União Europeia a este projecto, da afectação de fundos comunitários e ao financiamento do BEI ao projecto, destacou

 

Dos 1.469 milhões de euros que este projecto iria custar, 662 milhões provinham de fundos comunitários e 600 milhões estavam assegurados de financiamento do BEI para este projecto, destacou.

 

“Uma coisa é querer olhar para esta situação em 2010 ou quando este processo foi iniciado, em meados de 2008”, afirmou Teixeira dos Santos, recordando que “o problema na altura era estimular a economia, não havia problema de financiamento soberano”.

 

“O andamento deste projecto estava em linha com o que eram as preocupações europeias de resposta à crise”, fisou o ex-ministro, acrescentando que “era um projecto relevante do ponto de vista de resposta anti-crise no quadro de 2008 e 2009”.

 

Teixeira dos Santos referiu ainda a inflexão que foi feita pelo Governo de José Sócrates provocada pela crise iniciada em 2007. “Tivemos a partir de 2010, quando começou a ser evidente a reacção dos mercados financeiros, que tomar opções”, afirmou, lembrando que o Executivo decidiu então parar o lançamento de novas PPP e adiar decisão relativamente à alta velocidade Lisboa-Porto e Porto-Vigo.

 

Uma decisão que, garantiu, se “deveu à intervenção e influência do ministro das Finanças”.

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