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Mota-Engil vai entregar primeiro túnel imerso do Brasil em 2031

O grupo português já assinou o contrato para a construção e concessão do túnel Santos-Guarujá, num investimento de 1,2 mil milhões de euros que vai elevar a sua carteira de encomendas atual no Brasil para os 2,2 mil milhões.

A Mota-Engil, liderada por Carlos Mota dos Santos, diz que o Brasil tem um elevado potencial de investimento a médio e longo prazo.
A Mota-Engil, liderada por Carlos Mota dos Santos, diz que o Brasil tem um elevado potencial de investimento a médio e longo prazo. João Cortesão
12:04

O grupo Mota-Engil já assinou o contrato de concessão do projeto, em parceria público-privada (PPP), para a construção, operação e manutenção do túnel Santos-Guarajá, no Estado de São Paulo, que será o primeiro túnel imerso do Brasil e o maior da América Latina.

Em comunicado à CMVM, o grupo português adianta que o montante de investimento ascende a cerca de 7,8 mil milhões de reais, equivalente a 1,2 mil milhões de euros, dos quais “até 5,1 mil milhões de reais (cerca de 820 milhões de euros, ao câmbio atual) virão de aportes públicos durante a fase de construção, divididos igualmente entre o governo de São Paulo e o governo federal, sendo o restante da responsabilidade da empresa concessionária”.

O prazo da concessão, em regime de disponibilidade, é de 30 anos, sendo que ela engloba a construção do túnel com cerca de 1,5 quilómetros de extensão total, dos quais 870 metros submersos sob o canal de acesso ao porto de Santos, tendo “a concessionária como compensação, após o início da operação, um valor de receita anual fixa equivalente a 436,1 milhões de reais” (cerca de 70 milhões de euros, ao câmbio atual).

“O contrato ainda antevê, durante o período de operação (25 anos), uma receita adicional estimada em cerca de 2,5 mil milhões de reais” (mais de 400 milhões de euros), diz ainda.

O grupo português, que assinou este contrato através da sua subsidiária Mota-Engil Latam Portugal, salienta que o contrato de construção, com a duração de cinco anos, representará um acréscimo na sua carteira de encomendas de cerca de 1.200 milhões de euros.

Em causa está  a construção de um túnel com três faixas em cada sentido, com linha para Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), área dedicada a ciclovia e peões, bem como uma faixa viária que permitirá reduzir para cinco minutos a travessia que agora demora cerca de uma hora, "com benefício para uma população de 720.000 pessoas que utiliza atualmente os acessos existentes, reforçando a competitividade do Porto de Santos, o maior da América Latina, dinamizando a atividade económica, tudo isto conjugado com um benefício considerável de sustentabilidade, traduzido na redução do consumo de combustíveis e na emissão de gases poluentes na região", salienta.

“Com este contrato, um dos maiores lançados no âmbito do Novo PAC – Plano de Aceleração e Crescimento, a Mota-Engil reforça a sua carteira de encomendas atual no Brasil para um valor total de cerca de 2.200 milhões de euros, num mercado que o grupo antevê como de elevado potencial para o aprofundamento da sua presença e investimento no médio e longo prazo", diz ainda o grupo liderado por Carlos Mota dos Santos.

“Num projeto marcante pela sua dimensão, complexidade e benefício económico, social e ambiental, a Mota-Engil orgulha-se por poder associar-se a uma ambição com quase 100 anos, e poder assim contribuir para a execução de um projeto transformador para o setor portuário e logístico, representando um marco inequívoco e relevante do compromisso de longo prazo da Mota-Engil para com o desenvolvimento do Brasil”, sublinha ainda na bota divulgada.

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