Proença quer resolver "mal-entendido" com Ronaldo e regresso em novembro

O presidente da Federação desvalorizou a atitude do avançado, que abandonou o estágio de Portugal em Copenhaga 24 horas antes do duelo com a Dinamarca, e preferiu apontar o "amor" que Ronaldo tem pela equipa das “quinas”, que ganhou esta noite à Noruega com dois golos artísticos.
Cristiano Ronaldo e Pedro Proença
FPF
Lusa 04 de Outubro de 2026 às 23:59

O presidente da Federação Portuguesa Futebol (FPF), Pedro Proença, afirmou hoje que o caso Cristiano Ronaldo é apenas um "mal-entendido" que será resolvido com "tranquilidade nos próximos dias", esperando que capitão regresse à seleção nacional já em novembro.

Em declarações à RTP Notícias, Proença desvalorizou a atitude do avançado de 41 anos, que abandonou o estágio de Portugal em Copenhaga 24 horas antes do duelo com a Dinamarca, para a Liga das Nações, e preferiu apontar o "amor" que Ronaldo tem pela equipa das 'quinas'.

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"É um jogador extraordinário que podia ter terminado a sua carreira na seleção nacional após o Mundial, mas não quis pelo amor que tem pela sua seleção. Vamos ter tempo e tranquilidade para nos próximos dias nos sentarmos todos e resolver este mal-entendido. E, para em novembro, estarmos todos novamente juntos", afirmou o dirigente.

Proença referia-se aos próximos dois jogos de Portugal, que serão em 14 e 17 de novembro, em Braga com a Dinamarca e em Cardiff com o País de Gales, respetivamente, no fecho de fase de qualificação da Liga das Nações.

"Estamos a falar do melhor jogador de todos os tempos. Deu mais de duas décadas ao futebol português. O Cristiano é o nosso símbolo maior e está na seleção por mérito desportivo próprio. Fará sempre parte deste grupo de trabalho sempre que estiver capaz. Ele sabe disso. Faz parte da seleção e é a nossa bandeira", reforçou.

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Quando se esperava mais explicações do líder máximo da FPF, sobretudo sobre o que realmente se tinha passado em Copenhaga, Proença acabou por abandonar de forma súbita a zona para declarações no Estádio do Dragão, no Porto.

Na quarta-feira, o capitão Cristiano Ronaldo abandonou, por decisão própria, o estágio de Portugal em Copenhaga, pouco depois de ter voltado a ser tema dominante na conferência de imprensa do selecionador Jorge Jesus.

Em Oslo, no último domingo, Ronaldo não saiu do banco frente à Noruega, apesar de ter estado a aquecer grande parte da segunda parte, e abandonou o relvado insatisfeito logo após o apito final, tendo falhado todos os treinos que se seguiram.

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Nas suas redes sociais, Ronaldo confirmou ter falado com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, antes de abandonar o estágio, deixando a garantia de que "a seu tempo" dirá "a verdade a todos os portugueses sobre as razões que motivaram" a decisão de abandonar a comitiva.

A FPF confirmou, sem adiantar qualquer explicação, a saída do jogador que tem um recorde mundial de 234 internacionalizações, além de 146 golos pela seleção principal de Portugal, com a qual conquistou o Euro2016 e as Ligas das Nações de 2019 e 2025.

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Dois golos com nota artística conduziram hoje Portugal aos quartos de final da Liga das Nações de futebol, ao garantirem uma vitória caseira com reviravolta sobre a Noruega (2-1), na quarta e antepenúltima jornada do Grupo A4.

No Estádio do Dragão, no Porto, João Cancelo (38 minutos), num pontapé de longe, e Gonçalo Ramos (79), a finalizar uma jogada coletiva, inverteram o tento inicial de Kristoffer Ajer (36), também de fora da área.

Os lusos terminaram em inferioridade numérica por expulsão de Francisco Conceição (86 minutos), regressado de lesão e punido com dois amarelos em poucos segundos, numa altura em que estava prestes a ser substituído.

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Portugal reeditou o triunfo alcançado há uma semana em Oslo, na segunda ronda, e dilatou o pleno vitorioso com Jorge Jesus, o primeiro selecionador luso a entrar com quatro êxitos seguidos numa edição da Liga das Nações.

O técnico foi alvo de um misto de assobios e aplausos antes da partida, quando o seu nome foi anunciado na instalação sonora do recinto durante a apresentação das equipas, quatro dias depois de o capitão Cristiano Ronaldo ter deixado, por decisão própria, o estágio da equipa das 'quinas'.

Portugal, detentor do troféu e recordista de conquistas (2019 e 2025), está pela segunda vez nos 'quartos' da mais recente competição europeia de seleções, ao assegurar uma das duas vagas, sendo que ainda faltará confirmar o primeiro lugar da 'poule' na janela internacional de novembro.

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Os lusos têm 12 pontos, contra seis da Dinamarca, segunda classificada, que ganhou no País de Gales (1-0) e vai visitar Braga na próxima jornada, enquanto os britânicos, terceiros, e a Noruega, última, somam três cada.

Em relação ao triunfo na Dinamarca (4-2), na quinta-feira, para a terceira ronda, Jorge Jesus devolveu João Palhinha, Francisco Conceição e João Félix à titularidade, por troca com Rúben Neves, Pedro Neto e Rafael Leão.

Stale Solbakken manteve de início Fredrik Aursnes e Andreas Schjelderup, tendo a dupla do Benfica formado a ala direita da Noruega, que, tal como Portugal, competiu pela quarta vez em 10 dias nesta pausa internacional.

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Num início de parada e resposta, os lusos procuraram assentar com bola em zonas ofensivas, embora sem desequilibrar os nórdicos, que reagiam em saídas rápidas e através da superior envergadura nas bolas paradas.

Vitinha (21 minutos) e Cancelo (22) visaram à distância a baliza de Egil Selvik, tendo o substituto do habitual titular Orjan Nyland negado a tentativa do lateral direito com uma palmada, tal como logrou Diogo Costa a seguir, ao afastar por cima da barra um remate em arco de Antonio Nusa (26).

Bruno Fernandes (31 minutos), em mais uma finalização frontal de fora da área, e Gonçalo Ramos (32), descaído a partir da esquerda, causaram maiores problemas a Selvik, que viu o capitão português falhar o alvo (34).

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Esse desacerto de Portugal seria penalizado pelo defesa central Ajer, que subiu à área contrária e, depois de um livre do capitão Martin Odegaard na esquerda e na sobra de um duelo entre Bruno Fernandes e Leo Ostigard, recebeu a bola na meia-direita, deixou-a bater uma vez no chão e atirou cruzado na direção do ângulo oposto para adiantar a Noruega (minuto 36).

Apesar de repetirem o quarteto defensivo utilizado desde a estreia na Liga das Nações, os lusos sofreram golos pelo terceiro embate seguido, mas não demoraram a anular a primeira desvantagem sob comando de Jesus.

Um lançamento de linha lateral intenso de Nuno Mendes percorreu as imediações da área a partir da esquerda e encontrou o pé direito de João Cancelo, que, de longe, marcou pelo segundo jogo consecutivo e reforçou o estatuto de defesa com mais tentos da história da seleção nacional (14).

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Cancelo ameaçou a reviravolta no reatamento (55 minutos), valendo nova parada de Selvik à Noruega, cuja réplica surgiu por Erling Haaland, num lance desenquadrado, de ângulo apertado e diante de Diogo Costa (61).

O recordista de golos pelo seu país (65) e da história da Liga das Nações (22) só dispôs dessa ocasião e saiu na meia hora final, sob aplausos da plateia e quando já estava em campo Rúben Neves, ineficaz a finalizar ao segundo poste um livre lateral de Bruno Fernandes, fletido em Ajer (74 minutos).

Apesar da menor acutilância ofensiva, a segunda parte revestiu-se de uma jogada sublime de Portugal, iniciada num passe aéreo de Vitinha a isolar Félix e concluída na pequena área por Gonçalo Ramos, para uma série inédita do ponta de lança, a marcar pelo terceiro jogo seguido na seleção.

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A Noruega nunca incomodou Diogo Costa até ao apito final, mas Portugal ainda viveu momentos tensos, pois Conceição viu dois cartões de forma sucessiva quando estava prestes a ser substituído e acabou expulso pelo árbitro italiano Maurizio Mariani (86 minutos), que, pouco depois, mostrou por lapso um vermelho a Bruno Fernandes, mas retificou-o para amarelo.

A seleção nacional não juntava quatro vitórias consecutivas desde 2023 e triunfou pela 10.ª vez sucessiva no Dragão, onde já tinha garantido o acesso aos 'quartos' da Liga das Nações precisamente na anterior edição.

 

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