AdC aprova aquisição do centro de dados da Covilhã pela Mezan
O regulador considera que a operação "não é suscetível de criar entraves significativos à concorrência efetiva no mercado nacional ou numa parte substancial deste".
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A Autoridade da Concorrência (AdC) anunciou esta quinta-feira que adotou uma decisão de não oposição à compra da PT Data Center pela Mezan.
De acordo com a deliberação, o regulador considera que a operação "não é suscetível de criar entraves significativos à concorrência efetiva no mercado nacional ou numa parte substancial deste".
A operação consiste na aquisição, pela Mezan, do controlo exclusivo da Portugal Telecom Data Center (PT Data Center), atualmente detida pela Meo, mediante a compra da totalidade do capital social da sociedade.
A PT Data Center opera um centro de dados hiperescala localizado na Covilhã, que presta serviços de alojamento e pode suportar o treino de modelos de Inteligência Artificial.
A Mezan é controlada pela Asterion Industrial Partners, gestora de investimentos com presença nos setores das telecomunicações, energia, serviços de utilidade pública e mobilidade na Península Ibérica, Itália, França e Reino Unido.
A operação tinha sido notificada à Autoridade da Concorrência em dezembro, tendo o regulador aberto um prazo de 10 dias úteis para a apresentação de eventuais observações por terceiros interessados.
Em 28 de novembro, a Asterion anunciou a sua entrada no mercado de centros de dados em Portugal, através da compra à Altice Portugal do Covilhã Data Center Campus, por 120 milhões de euros.
Segundo o então divulgado, a Altice Portugal continuará a ser o principal cliente do centro de dados da Covilhã ao abrigo de um contrato de prestação de serviços a longo prazo, reforçando uma aliança estratégica entre as partes.
A Asterion destacou ainda, na altura, as vantagens do mercado português, nomeadamente os preços de energia competitivos, a conectividade terrestre robusta e um ambiente regulatório favorável, sublinhando também o elevado nível de desenvolvimento da fibra ótica e a resiliência do sistema energético nacional, apoiado por um forte investimento em energias renováveis.
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