Empresas António Costa: Inovação é a chave do futuro do país

António Costa: Inovação é a chave do futuro do país

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou hoje, em Vila Real, que é na inovação que está a chave do futuro do país e o motor do desenvolvimento e frisou que esta é uma estratégia que não pode ter avanços e recuos.
Lusa 16 de fevereiro de 2018 às 18:59

António Costa visitou a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) no âmbito do Roteiro da Inovação e Tecnologia e incidiu a sua mensagem precisamente na inovação.

 

"Esta é a altura de, uma vez por todas, assumirmos que a inovação é mesmo o motor do nosso desenvolvimento e esta é uma estratégia que não pode ter avanços e recuos", afirmou o primeiro-ministro.

 

E o momento é o da preparação da estratégia 2030 e o de dar às famílias e ao conjunto dos agentes económicos e instituições científicas a confiança de que este é um caminho que o país vai percorrer com "persistência e determinação", afirmou.

 

A meta é, segundo António Costa, alcançar os 3% do PIB investidos na educação e desenvolvimento em 2030.

 

"Para que isso aconteça, é preciso que todos tenhamos a noção de que isto é mesmo para levar a sério e termos persistência para trabalhar ano a ano, continuadamente, para em 2030 alçarmos esta meta", sustentou.

 

E continuou: "porque se começamos agora e daqui a três anos andamos para trás, para depois daqui a sete anos andarmos outra vez para a frente, nós não cumpriremos a meta e não podemos voltar a ter qualquer dúvida de qual é a única estratégia que o país pode ter que é mesmo acreditar que é na inovação que está a chave do futuro e para termos inovação temos que ter qualificação".

 

António Costa participou no lançamento do laboratório colaborativo "Vinha e Vinho do Douro -- Vines & Wines" que visa contribuir para aumentar o volume e o valor do vinho do Porto no mercado mundial e combater as alterações climáticas.

 

Aproveitou ainda para lembrar o protocolo assinado quinta-feira para a instalação de um centro Fraunhofer na UTAD, na área da agricultura de precisão.

 

Costa realçou a melhoria significativa que a viticultura e os vinhos do Douro têm registado nas últimas décadas e disse que se "juntou à uva o conhecimento". 

 

O ministro da Ciência e Ensino Superior, Manuel Heitor, considerou a localização deste centro em Vila Real como estratégica para Portugal no contexto das economias mediterrânicas.

 

"A presença de um centro Fraunhofer em Vila Real vai ser crítico para aquilo que estamos a tentar fazer com Marrocos, a Tunísia, Argélia, Líbano e países do Médio Oriente", afirmou.

 

O ministro realçou ainda a importância deste centro para "aquilo que pode ser a afirmação internacional da UTAD no Médico Oriente".

 

Manuel Heitor reforçou também que o laboratório colaborativo vai ajudar a criar emprego qualificado em Vila Real.

 

"O conhecimento cria emprego, o conhecimento cria mercados e o que estamos a fazer é dar um passo decisivo na densificação do território, criando emprego com o conhecimento", salientou.

 

De Norte a Sul do país, serão aplicados 26,8 milhões de euros na criação dos "primeiros seis laboratórios colaborativos", que reúnem os sectores académico e produtivo e visam "criar emprego qualificado em várias zonas do país".

 

Na UTAD, o primeiro-ministro inaugurou ainda a Escola Superior de Saúde, que acolheu a escola de Enfermagem.




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mais votado Era bom. era... 17.02.2018

mas de boas intenções
(ou de intenções expressas por Políticos,
independentemente do Partido a que pertençam),
continua o inferno cheio.
Sempre foi assim na história dos Homens,
e não nos iludamos,
sempre há-de continuar a assim ser.
Mas é positivo sonhar,
e manter a esperança,
(grande virtude do Povo Português:
recorde-se como manteve a esperança no regresso do Desejado, em manhã de nevoeiro...)
até porque a esperança, é sempre a última a morrer...
Enfim, enquanto houver Liberdade em Portugal,
e condições mínimas para Trabalhar e o País progredir economicamente,
deixemos os Políticos sonharem alto, embora no íntimo se possa dizer, parafraseando o poeta Tolentino:
"Cantas bem ó Costa, mas não me encantas"
pois estou muito escaldado...

comentários mais recentes
Anónimo 18.02.2018

Não é por criarem um dilúvio de mais diplomas e diplomazinhos que para nada servem, endereçados a gente que mesmo com o diploma não sabe ou tem reunidas as condições para criar valor algum, que a próxima Apple, Microsoft ou Facebook vai ser fundada em Lisboa ou no Porto daqui a um par de anos. As coisas não funcionam assim. Era bom... Os processos de criação de valor numa dada economia no mundo globalizado e tecnologicamente avançado da actualidade são bem mais complexos e abarcam não só o mercado de trabalho ou talento, como o de capitais, de modo a conjugar inovação com empreendedorismo através do investimento que é a massa aglutinadora daqueles dois.

Anónimo 18.02.2018

Em Portugal, economia pouco desenvolvida e sem mercados laboral e de capital dignos desse nome, demasiados "doutores" e "engenheiros" ganham mais do que a média, e mais e mais exigem sempre ganhar, por causa do título e não por efectivamente criarem valor condicente com a suposta qualificação obtida e treino efectuado. E isso é impensável em economias e sociedades mais evoluídas.

pertinaz 18.02.2018

O ÚLTIMO QUE DISSE ISSO JÁ ESTEVE PRESO E PARA LÁ CAMINHA OUTRA VEZ... !!!

Tuga alentejano \/ 17.02.2018

lamrona xuxxa

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