Empresas Criação de empresas em máximo de dois anos no início de 2018

Criação de empresas em máximo de dois anos no início de 2018

Os sectores da construção e imobiliário foram os que ganharam mais novas empresas em Janeiro. Por outro lado, os encerramentos e as novas insolvências baixaram em termos homólogos, aponta a Informa D&B.
Criação de empresas em máximo de dois anos no início de 2018
Bloomberg
António Larguesa 19 de fevereiro de 2018 às 13:52

É o valor mais elevado, pelo menos, nos últimos dois anos. Em Janeiro de 2018 foram constituídas um total de 4.912 empresas em Portugal, o que equivale a um crescimento de 10,3% em relação ao primeiro mês do ano passado.

 

No arranque de 2018 manteve-se assim a "dinâmica de nascimentos" que vinha de 2017, com destaque para o comportamento das actividades imobiliárias (mais 140 empresas, subida de 45%) e também da construção (mais 118 empresas, aumento de 29%).

 

Em sentido inverso, a grande área composta por agricultura, pecuária, pesca e caça "perdeu" 36%, tendo surgido menos 71 empresas deste ramo do que no período homólogo. Estes dados foram divulgados esta segunda-feira, 19 de Fevereiro, num relatório da Informa D&B.

 

Numa análise geográfica, os distritos de Lisboa e Porto foram os que ganharam mais novas empresas no arranque do ano: houve mais 240 na área da capital portuguesa (16,6%) e um acréscimo de 111 (14,1%) na região da Invicta.

 

Nos dois maiores distritos do país caíram também os encerramentos (-1,8% e -16,8%, respectivamente), seguindo a tendência de 2017 e contribuindo para que, no total do território nacional, os fechos tenham caído 2,5% em Janeiro face ao início do ano passado. E no campo das novas insolvências (227), o ciclo de descida iniciado em 2013 também prosseguiu no primeiro mês de 2018.

 

"Nos últimos 12 meses, o número de empresas criadas por cada uma que encerra foi de 2,7, um valor ligeiramente superior ao verificado há um ano atrás (2,3). Os sectores com maior rácio de nascimentos / encerramentos são as actividades imobiliárias (6,5) e a agricultura, pecuária, pesca e caça (4,1)", lê-se no relatório mensal da Informa D&B.




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