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EDP dispara mais de 3,5% e acentua ganhos após privatização

As acções da eléctrica nacional estão a reforçar os ganhos da última sessão, com os investidores a incorporarem as melhores condições de financiamento que a entrada da CTG no seu capital permite à EDP.

23 de Dezembro de 2011 às 09:08

A notícia foi bem recebida pelos analistas contactados pelo Negócios. O mercado também terá ficado agradado com a operação, já que as acções da EDP estão a valorizar 3,48% para 2,411 euros, tendo chegado a subir 3,65% para 2,415 euros durante a manhã. Um avanço que leva a eléctrica portuguesa a prolongar a valorização de 3,74% de ontem, quando os ganhos chegaram a ultrapassar os 5%.

António Mexia, CEO da EDP, disse ontem que a entrada da CTG no capital da EDP inclui o compromisso de compra de posições minoritárias em parques eólicos da empresa e com um empréstimo de dois mil milhões de euros cujas condições se são pré-contratadas. Um outro empréstimo de dois mil milhões de euros será negociado o que, combinado com o valor da aquisição, salda a injecção de capital dos chineses nesta operação em mais de oito mil milhões de euros.

O financiamento adicional “firme” dá fundos para a empresa até 2015. “O que é muito importante, numa altura em que a restrição financeira é forte”, disse Mexia na TVI.

O analista José Lopez do HSBC, disse ao Negócios que a operação é “positiva” para a EDP, por “reduzir os receios do mercado relativos ao refinanciamento da dívida”. Neste sentido, “a percepção do risco de crédito da EDP deverá diminuir . E isso deverá reflectir-se no valor das acções” da cotada portuguesa.

O Goldman Sachs diz que deverá rever a sua estimativa para os resultados da eléctrica e isso poderá ter impacto na sua avaliação. Os menores custos de financiamento deverão permitir um aumento do crescimento anual composto dos resultados entre 1% e 5%.

As acções da EDP foram ontem suspensas antes da apresentação da decisão oficial do governo português, mas já tinham chegado a valorizar mais de 4%, depois de o Negócios ter avançado que o Governo contactara a CTG para discutir os detalhes finais do acordo.

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