HSBC: "Estado português terá de vender EDP à melhor oferta"
Ao mesmo tempo que sobe o preço-alvo da eléctrica, o HSBC diz que o Governo "não está em posição para ter preferências políticas e vai ter de vender a EDP à melhor oferta".
O analista José Lopez escreve, em nota a que o Negócios teve acesso, que “no actual contexto macroeconómico, o Governo não está em posição de ditar preferências políticas e ver-se-á obrigado a aceitar a oferta mais elevada pela sua posição na EDP”.
O banco de investimento recorda a recente notícia de que o CEO da Electrobras afirma que “não vai para perder” no concurso pela EDP. Mas acredita que “será difícil para o Governo fechar a porta a uma potencial oferta lançada por uma empresa francesa ou italiana, numa altura em que Lisboa está a ser resgatada por fundos da UE e do FMI”.
Preço-alvo sobe para 3,00 euros
Na mesma nota de investimento, o analista sobe o preço-alvo da EDP para 3,00 euros, contra os anteriores 2,85 euros, reiterando recomendação de “overweight”.
O novo preço-alvo tem implícito um potencial de valorização a rondar os 25% para as acções da EDP, já que os títulos estão a cair 1,99% para 2,41 euros nesta sessão.
“O processo de venda [da participação] está a decorrer mais rapidamente do que o previsto, com a entrega de propostas indicativas até 21 de Outubro”, diz o banco de investimento. “Esperamos um fluxo de notícias positivo” para a acção, acrescenta.
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