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João Vasconcelos perde chefe de gabinete para o ISQ

Pedro de Almeida Matias, que o ex-ministro Manuel Pinho tornou vice-presidente do IAPMEI no anterior governo socialista, vai liderar até 2019 este grupo privado que fornece suporte científico e tecnológico às empresas.

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António Larguesa alarguesa@negocios.pt 07 de Março de 2017 às 19:49
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O Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ) nomeou esta terça-feira, 7 de Março, Pedro de Almeida Matias como presidente do conselho de administração. O gestor que vai liderar nos próximos três anos esta entidade privada de utilidade pública, criada em 1965, era desde Novembro de 2015 o chefe de gabinete do secretário de Estado da Indústria.

 

Recrutado por João Vasconcelos no início da legislatura ao IAPMEI, onde é técnico superior, este licenciado em Gestão e mestre em Economia e Gestão de Ciência, Tecnologia e Inovação auferia no Governo uma remuneração bruta mensal de 4.159 euros, correspondente a 2.338 euros líquidos. O vencimento de origem era assegurado pelo instituto público, ficando só a diferença remuneratória, não detalhada, a cargo do gabinete integrado no Ministério da Economia.

 

Pedro Matias, 45 anos, casado e pai de dois filhos, já tinha sido chefe de gabinete de Manuel Pinho, o polémico ministro da Economia no Executivo de José Sócrates, que no início de Janeiro de 2009 acabou por nomeá-lo para a vice-presidência do IAPMEI. Nessa altura, o Ministério da Economia explicou ao Negócios a nomeação de Matias pela necessidade deste instituto público "ter quadros de alto valor".

 

Segundo a nota curricular disponibilizada pelo ISQ, o gestor foi também presidente do Fundo para a Revitalização e Modernização do Tecido Empresarial, do Fundo de Apoio à Consolidação e Aquisição de Empresas e do Fundo Imobiliário Especial de Apoio às Empresas. Pertenceu à administração da APCER - Associação Portuguesa de Certificação, integrou a direcção da Startup Lisboa e foi membro do conselho científico do Taguspark.

 

Gigante com negócios externos

 

Nas novas funções, em que será acompanhado na administração por Correia da Cruz, José Figueira, João Safara e Cândido dos Santos, vai conduzir uma estrutura que tem como associadas algumas das maiores empresas portuguesas – como a REN, a EDP, Portucel ou Galp – e que tem como missão fornecer suporte científico e tecnológico a empresas. Seja na construção, na calibração de instrumentos ou na inspecção em sectores como a indústria petrolífera, aeronáutica ou saúde.

 

Presente em cerca de duas dezenas de países – a aventura fora de portas começou há 40 anos na refinaria de Luanda –, metade do volume de negócios do ISQ resulta da vertente internacional, o que em 2015 equivaleu a perto de 38 milhões de euros. Depois de Portugal, Angola era o mercado que mais pesava nas vendas, com uma quota de 23%. Brasil (11%) e Espanha (8%) fechavam o pódio da actividade externa.

Segundo a informação prestada ao Negócios em Setembro de 2016, o ISQ conta com 16 laboratórios acreditados, mais de 250 serviços especializados, 1.400 colaboradores em todo o mundo, 16 empresas participadas nacionais, 20 empresas participadas internacionais e participação em mais de 400 projectos internacionais de investigação e desenvolvimento.

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