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Kalanick demite-se do cargo de CEO da Uber

Numa carta dirigida a Travis Kalanick, os investidores pediram a sua saída imediata do cargo, por ser necessária uma nova liderança na empresa. O agora antigo CEO mantém-se no conselho de administração.

Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 21 de Junho de 2017 às 07:38
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Travis Kalanick demitiu-se do cargo de CEO da Uber, por pressão dos accionistas, avança o The New York Times esta quarta-feira, 21 de Junho.

Segundo a publicação, ontem, cinco dos principais investidores da Uber exigiram a demissão imediata do presidente executivo, incluindo a empresa de capital de risco Benchmark Capital, que tem um dos seus parceiros, Bill Gurley, no conselho de administração da Uber.

A exigência foi feita através de uma carta dirigida a Kalanick, a que o The New York Times teve acesso. Na missiva intitulada "Moving Uber Forward", os investidores dizem a Kalanick que deve abandonar imediatamente o cargo, na medida em que a empresa precisa de um nova liderança. De acordo com a publicação, depois de longas discussões com alguns dos investidores, Kalanick decidiu aceder ao pedido, embora se vá manter no conselho de administração da Uber.

"Amo a Uber mais do que qualquer outra coisa no mundo, e neste momento difícil da minha vida pessoal decidi aceitar o pedido dos investidores para me afastar para que a Uber se possa desenvolver em vez de se envolver noutra luta", afirmou Kalanick, em comunicado.  

Num outro comunicado, o conselho de administração da empresa admitiu que o agora antigo CEO sempre colocou "a Uber em primeiro lugar" e que a sua saída do cargo dará à empresa "margem para abraçar totalmente este novo capítulo da história da Uber".

A notícia surge uma semana depois de Travis Kalanick ter solicitado uma licença sem vencimento, na sequência de uma série de escândalos de assédio, discriminação e cultura agressiva, que o envolvem e ele e a outros gestores.

 

A série de de escândalos teve início em Fevereiro, quando uma antiga engenheira da Uber, Susan Fowler, denunciou publicamente que o seu chefe a tinha assediado sexualmente. A queixa aos recursos humanos da companhia não deu em nada, pois o gestor em causa tinha excelentes resultados.

 

As denúncias de Susan Fowler levaram outros empregados da Uber a avançar com queixas contra a empresa, sobretudo de discriminação. Há também relatos de que as tentativas para diversificar a força de trabalho da Uber foram travadas pelo próprio Kalanick e várias outras notícias que mostram que a empresa discriminava vários dos seus trabalhadores.   

No primeiro trimestre, as receitas da empresa aumentaram para 3,4 mil milhões de dólares, enquanto os prejuízos diminuíram para 708 milhões.

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