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Mercado imobiliário português reduz presença no salão de Cannes

O Mipim, um dos principais salões imobiliários europeus, arranca hoje em Cannes, França, para quatro dias em que promotores imobiliários, investidores e outros "players" deste mercado procurarão os negócios possíveis em tempo de crise.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 10 de Março de 2009 às 00:01
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O Mipim, um dos principais salões imobiliários europeus, arranca hoje em Cannes, França, para quatro dias em que promotores imobiliários, investidores e outros "players" deste mercado procurarão os negócios possíveis em tempo de crise.

Mas o Mercado Internacional de Profissionais do Imobiliário (Mipim) começa, desde já, com uma certeza: menos portugueses em trânsito. Em 2008, participaram 87 empresas lusas. Este ano apenas confirmaram presença 52, segundo adiantou ao Negócios fonte oficial da organização, para quem "a actual situação económica tem um impacto significativo nos mercados imobiliários, incluindo Portugal".

O certame espera receber esta semana 20 mil visitantes, depois de no ano passado ter registado mais de 29 mil. Entre os portugueses que vão a Cannes contam-se a Norfin, Onyria, CPU Retail Architects, Assimec (da A. Silva & Silva) e Camin Global Real Estate.

Há ainda delegações portuguesas de alguns promotores internacionais, como a Bouygues e a Multi Development. Muitas consultoras imobiliárias têm colaboradores portugueses no Mipim. Outras cancelaram à última hora. A DTZ, por exemplo, tinha previsto levar um representante da sua filial portuguesa, o que não sucede.

Não faltarão também as firmas de advogados. Linklaters e Uria Menendez são algumas das sociedades que levam portugueses a Cannes.

A Sonae Sierra deixou de ir ao Mipim em 2007. Segundo o porta-voz da Sonae Sierra, Tiago Vidal, "o Mipim é uma feira generalista do sector imobiliário e a Sonae Sierra é um especialista em centros comerciais". Nesse sentido, a empresa privilegia a outra feira imobiliária de Cannes, o Mapic, que está focado nos centros comerciais.

A concorrente Chamartín Imobiliária apenas terá no Mipim uma representação pessoal, dado que todas as atenções da empresa estão nos centros comerciais Dolce Vita Tejo (que abre a 7 de Maio) e Dolce Vita Braga (abre em 2010).

Já a CPU Retail Architects não dispensa o Mipim. "A importância é ter um fórum para mais facilmente comunicar com os nossos clientes", explicou ao Negócios Pedro Romão, director da CPU, uma empresa de consultoria e projectos de centros comerciais que desenhou o Mar Shopping, de Matosinhos, e que tem também projectos lá fora (na Turquia, por exemplo).

A Bouygues Imobiliária optou, este ano, por participar apenas como visitante. "Usamos a feira para contactos institucionais com fundos de investimento", explicou fonte oficial. Este ano, a filial portuguesa da Bouygues tem apenas centros comerciais para vender, que promoverá no Mapic. "Para nós não fazia sentido [participar no Mipim como expositor], porque não temos nenhum produto para vender", acrescentou a mesma fonte.

Já a portuguesa Camin, repetente em Cannes, aproveitará estes dias no Mipim para promover o Golden Eagle, um 'resort' em Óbidos.

A Agência Municipal de Investimento de Gaia é outro dos participantes lusos. Irá procurar investidores para o parque de ciência e tecnologia Gaia Park, para o centro histórico de Gaia e para o parque industrial de Perosinho, segundo a informação facultada ao Negócios pela organização do Mipim. O certame de Cannes termina na sexta-feira.

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