Quedas das rendas em "shoppings" atingiram 25% em 2009
Este é o ano dos retalhistas fazerem "o contrato da sua vida", segundo o director-geral da Jones Lang LaSalle. Em Portugal, nas lojas de centros comerciais não considerados "prime" as quedas das rendas chegaram a cair 25%, avançou hoje em conferência de imprensa.
Este é o ano dos retalhistas fazerem “o contrato da sua vida”, segundo o director-geral da Jones Lang LaSalle. Em Portugal, nas lojas de centros comerciais não considerados “prime” as quedas das rendas chegaram a cair 25%, avançou hoje em conferência de imprensa.
Nos centros comerciais com melhor localização e mais movimento garantido, como o Colombo ou o Dolce Vita Tejo, a crise não se fez sentir, explicaram hoje os responsáveis da consultora imobiliária.
Mas nos “shoppings” com menos garantia de procura, não “prime”, Manuel Puig reconheceu que os promotores e gestores imobiliários tiveram que aceitar uma quebra até 25% das rendas e uma renegociação das condições de arrendamento por parte dos lojistas, “para evitar quebras de desocupação”.
É precisamente por isso que hoje, no dia em que a Jones Lang LaSalle apresentou o inquérito aos operadores económicos em Portugal (“Retailer Sentiment”), Robert Bonwell, director-geral da mediadora para a região Europa-Médio Oriente-África, afirmou que “o retalhista é rei outra vez”.
Em Portugal, com uma economia onde “o PIB deverá cair”, onde as “vendas do comércio estão estagnadas, mas pelo menos não caem”, que é um “mercado maduro”, onde há “centros comerciais de muita qualidade e diferentes formatos”, “ainda há muitas oportunidades”. É aliás por isso que a consultora imobiliária recebe amanhã representantes turcos, com cinco marcas distintas daquele país interessadas em analisar o mercado português.
Em Espanha, apesar da previsão maia acentuada de queda do PIB e das poupanças estarem ao nível meia elevados dos últimos anos, Robert Bonwell não hesitaria: “assino agora o contrato [para arrendar o espaço], e abro [a loja] no final do ano”.