TotalEnergies garante que há segurança no megaprojeto de gás em Moçambique
Segundo Patrick Pouyanné, que lidera a energética, o megaprojeto vai continuar a ser desenvolvido para a exploração do gás na bacia do Rovuma, prometendo voltar a visitar Moçambique para acompanhar os desenvolvimentos do mesmo.
O presidente da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, disse esta terça-feira, em Bruxelas, que estão garantidas as condições de segurança para a continuação do megaprojeto de gás, assegurando que "nunca mais vai parar".
"A segurança está boa hoje. Vamos continuar a trabalhar", disse aos jornalistas, em Bruxelas, após reunir com o Presidente Moçambicano, Daniel Chapo.
"Pode ter certeza que esse projeto nunca mais vai parar. Não vamos parar, claro. Estamos aqui para torná-lo realidade, não só para Moçambique, mas também para a Europa e para o mundo", acrescentou Patrick Pouyanné.
Segundo o responsável, agora o megaprojeto vai continuar a ser desenvolvido para a exploração do gás na bacia do Rovuma, prometendo voltar a visitar Moçambique para acompanhar os desenvolvimentos do mesmo.
"O próximo passo é continuar a construir. Como sabem, estamos a construir o projeto e provavelmente irei a Maputo em algum momento para continuarmos a ter este tipo de contacto. É muito importante manter uma boa relação entre o Presidente de Moçambique e eu, porque se trata de um projeto gigantesco de 20 mil milhões de dólares. Por isso, é bom estarmos em sintonia e revermos regularmente o progresso", disse o presidente da TotalEnergies.
O megaprojeto de exploração de gás na península de Afungie retomou oficialmente em 29 de janeiro a construção do unidade de produção e exportação de GNL, suspenso desde abril de 2021, quando a TotalEnergies acionou a cláusula de 'força maior', após ataques extremistas na província de Cabo Delado, norte de Moçambique.
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, classificou em 29 de janeiro como símbolo de "resiliência, coragem e determinação" a retoma deste megaprojeto, suspenso há quase cinco anos.
"Hoje é dia de festa para Moçambique, para África e para o mundo", disse então Chapo, recordando a importância do Mozambique LNG, "um dos maiores" no continente, e sublinhando a "retoma efetiva, total e completa" do projeto, com previsão de início de exportação de gás natural em 2029.
Na altura, após visitar a retoma formal das obras junto à bacia de Afungi, na presença do presidente da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, o chefe de Estado sublinhou que o dia representava "a vitória, resiliência, coragem e determinação do povo moçambicano perante as adversidades".
Em causa está um projeto avaliado em 20 mil milhões de dólares (17,5 mil milhões de euros) com capacidade para produzir 13 milhões de toneladas por ano (mtpa) a partir da bacia 'offshore' do Rovuma.
"A 'força maior' acabou", disse por sua vez Patrick Pouyanné, na mesma intervenção, sublinhando tratar-se do maior investimento da TotalEnergies em África.
Moçambique tem três megaprojetos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de GNL da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo de Cabo Delgado, incluindo este da TotalEnergies e outro da ExxonMobil (18 mtpa), de 30 mil milhões de dólares (26,1 mil milhões de euros), que aguarda decisão final de investimento, ambos em Afungi.
Soma-se o da italina Eni, que já produz desde 2022 cerca de sete mtpa, a partir da plataforma flutuante Coral Sul, que será duplicada a partir de 2028 com a plataforma Coral Norte, num investimento de 7,2 mil milhões de dólares (6,2 mil milhões de euros).
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