Lucro da BP dispara com o "boom" do trading de petróleo durante a guerra no Irão
A BP viu os lucros saltarem no primeiro trimestre, impulsionados pela escalada dos preços da energia e pela turbulência dos mercados desencadeada pela guerra no Irão. Após o anúncio, antes da abertura dos mercados esta terça-feira, do aumento expressivo dos lucros da operação de comercialização de petróleo, as ações avançam 2,6%.
O lucro ajustado da petrolífera mais do que duplicou em termos homólogos, atingindo os 3,2 mil milhões de dólares, superando a estimativa média dos analistas de 2,64 mil milhões de dólares.
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As perturbações sem precedentes nos mercados de energia causadas pelo conflito no Médio Oriente – só em março os contratos futuros do Brent subiram 43% - criaram as condições ideais aos “traders” de matérias-primas, sendo que a BP lida com a sua própria operação, mas também faz “trading” para terceiros.
A empresa já tinha sinalizado que a comercialização de petróleo tinha sido "excecional", beneficiando da subida dos preços do petróleo, ao mesmo tempo que escapou aos cortes de produção em grande escala que alguns dos seus concorrentes sofreram no Médio Oriente, onde tem uma base de ativos relativamente mais pequena.
O forte desempenho da produção dos ativos no Golfo do México e no xisto dos EUA compensou as perturbações no Médio Oriente, segundo a BP. O aumento dos lucros dá à nova CEO Meg O’Neill margem para enfrentar a necessidade de reduzir a dívida líquida, que aumentou cerca de 14% no trimestre, para 25,3 mil milhões de dólares, mas também para simplificar a estrutura da BP e desfazer apostas mal sucedidas em empreendimentos de baixo carbono.
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Poucos dias depois de O'Neill ter assumido o cargo este mês, a empresa enfrentou uma revolta dos acionistas na sua assembleia geral anual depois de bloquear resoluções do Follow This, um grupo neerlandês de ativistas pelo clima.
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