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Lucro da REN estabiliza nos 13,2 milhões no primeiro trimestre

A empresa justifica a estabilidade dos lucros com a melhoria dos resultados financeiros e a diminuição da CESE e de outros impostos.

Lusa
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 03 de Maio de 2019 às 18:43
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A REN - Redes Energéticas Nacionais fechou o primeiro trimestre com um resultado líquido de 13,2 milhões de euros, um valor em linha com o lucro alcançado em igual período do ano passado.

Em comunicado emitido à CMVM, a empresa aponta que para a "estabilidade" dos lucros contribuíram "melhores resultados financeiros", que atingiram 15,5 milhões de euros negativos, uma melhoria face aos 16,6 milhões negativos registados no ano passado, bem como a diminuição, "quer da CESE, quer dos outros impostos", em 900 mil euros e 1 milhão de euros, respetivamente. Excluindo o imposto extraordinário, a taxa efetiva de imposto foi de 26,6%, que compara com os 27,7% de 2018, detalha a REN.

Por seu lado, o EBITDA (resultados antes de juros, amortizações e depreciações) situou-se nos 125,3 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 2,4% relativo ao mesmo período do ano passado, explicado "sobretudo pela diminuição da remuneração dos ativos", destaca a empresa liderada por Rodrigo Costa. Aliás, esta redução da base de ativos explica a diminuição do valor pago pela CESE uma vez que a mesma é indexada a esta rubrica.

Esta descida foi, no entanto, compensada pelo aumento do EBITDA da área de distribuição de gás natural que cresceu em 500 mil euros. "Na evolução do EBITDA, destaca-se ainda a melhoria da eficiência, traduzida numa redução dos custos da empresa em cerca de 3,1% face a 2018", sublinha a REN.

A dívida líquida diminuiu 29,8 milhões de euros, atingindo 2,6 mil milhões de euros, enquanto o custo médio da dívida se manteve nos 2,3%.

Já o CAPEX (investimento) cresceu 2,9% para 16,8 milhões de euros, beneficiando do aumento dos investimentos desenvolvidos no negócio da eletricidade, nomeadamente com a construção de um cabo submarino no valor de 1,2 milhões de euros.

 
"Adicionalmente, e na sequência de pareceres favoráveis da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), foram, pela primeira vez, aprovados pelo Concedente os Planos de Desenvolvimento e de Investimento das Redes de Transporte de Eletricidade e de Gás Natural (PDIRT e PDIRGN 2018-2017), num total de, respetivamente, 535,1 e 51,0 milhões de euros de investimento em projetos a realizar maioritariamente nos primeiros 5 anos do período em questão", recorda a empresa.

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