Orsted vai à luta nos EUA por projeto eólico, EDP Renováveis beneficia da "garra" nórdica
O departamento responsável pela administração interna dos EUA cancelou cinco projetos eólicos na costa Leste do país, citando riscos de segurança nacional.
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A empresa dinamarquesa de energias renováveis Orsted interpôs uma ação judicial contra a administração de Donald Trump por causa da decisão de suspender o Revolution Wind, um projeto de energia eólica produzida com torres instaladas no mar (off-shore). A Orsted anunciou, em comunicado, que vai pedir uma providência cautelar contra a decisão administrativa dos EUA.
"Tal como sucedeu com a ordem de suspensão dos trabalhos emitida em agosto de 2025, o projeto Revolution Wind enfrenta prejuízos significativos decorrentes da continuação da ordem da suspensão. Nesse sentido, o recurso aos tribunais é um passo necessário para proteger os direitos do projeto", sublinha a Orsted.
No dia 22 de dezembro, soube-se que o departamento do governo federal responsável pelos temas internos iria colocar em pausa cinco projetos de energias renováveis na costa leste do país, citando riscos para a segurança nacional, mas sem prestar mais detalhes.
Já antes, em agosto de 2025, a administração Trump tinha "cancelado" o projeto que junta a Orsted à empresa Skyborn Renewables (que detém 50% da joint-venture) – e que, em conjunto, já tinham investido cinco mil milhões de dólares no Revolution Wind.
Em reação à notícia da ação judicial, às 10:30 horas de Lisboa, as ações da Orsted subiam 3,39% e contagiavam outras energéticas europeias que têm exposição no mercado norte-americano, incluindo a portuguesa EDP Renováveis. A energética do grupo EDP subia 2,33%, enquanto outras energéticas seguiram o mesmo caminho: o Elia Group valorizava 2,33% e a RWE saltava 2,08%.
Em setembro, a EDP Renováveis já tinha anunciado que poderia seguir um caminho semelhante, mostrando-se disponível para contestar em tribunal a intenção de o Governo de Donald Trump cancelar uma licença emitida para um projeto eólico offshore, noticiou na altura o Jornal Económico.
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