Projeto da central solar fotovoltaica Sophia na Beira Baixa vai ser reformulado
A Lightsource bp pretende construir uma central fotovoltaica na Beira Baixa, que abrange os municípios do Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor, no distrito de Castelo Branco, num investimento de cerca de 590 milhões de euros.
O projeto da central solar fotovoltaica Sophia vai ser reformulado com base no parecer da Comissão de Avaliação, no relatório da consulta pública e num processo de escuta ativa no território, informou esta terça-feira o promotor do projeto.
"Para este efeito, a Lightsource bp estabeleceu canais de diálogo que já se encontram em funcionamento com os municípios, juntas de freguesia, comunidades locais e outras entidades públicas e privadas relevantes, de forma voluntária e aberta, com o objetivo de integrar contributos sociais, técnicos e institucionais na melhoria e otimização do projeto", anunciou a multinacional britânica em comunicado.
A Lightsource bp pretende construir uma central fotovoltaica na Beira Baixa, que abrange os municípios do Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor, no distrito de Castelo Branco, num investimento de cerca de 590 milhões de euros (ME).
O projeto e respetiva Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) estão ainda numa fase inicial de desenvolvimento, permitindo que o projeto seja detalhado e ajustado em função das recomendações das entidades envolvidas.
A capacidade instalada na central fotovoltaica será de 867 MWp (Megawatt pico), sendo que a central tem uma produção anual prevista de 1.271 Gwh (gigawhatt-hora) o que lhe permitirá gerar "energia equivalente ao abastecimento de mais de 370 mil habitações".
Segundo a multinacional britânica, o projeto Sophia será reformulado no âmbito do processo de AIA nos termos da orientação a ser comunicada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ao promotor.
"A reformulação do projeto será desenvolvida com base no parecer da Comissão de Avaliação, no relatório da consulta pública e num processo de escuta ativa no território".
A Lightsource bp esclarece ainda que esta abordagem decorre de forma complementar aos mecanismos formais de consulta pública, "indo além das exigências legais e reforçando a proximidade, num esforço de desenvolvimento do projeto do parque solar Sophia de forma transparente, aberta e colaborativa".
Além disso, explica que estão previstas novas fases de consultas públicas no âmbito da reformulação do projeto e numa fase subsequente de avaliação do projeto de execução.
A Comunidade Intermunicipal (CIM) da Beira Baixa emitiu um parecer desfavorável ao projeto da central solar fotovoltaica Sophia, no âmbito da consulta pública, pelos enormes impactos na comunidade e no território.
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