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Operação Babel: Câmara determina auditoria a projeto de anterior liderança PS

A Câmara de Vila Nova de Gaia revelou hoje ter determinado uma auditoria ao projeto Skyline/Centro Cultural e de Congressos, que levou a tribunal o ex-vice-presidente socialista Patrocínio Azevedo, juntamente com mais 15 arguidos, por suspeitas de corrupção.

Patrocínio Azevedo foi detido em maio de 2023.
Patrocínio Azevedo foi detido em maio de 2023. D.R.
15:35

"[A autarquia] já determinou uma verdadeira auditoria a toda essa absurda construção jurídico-urbanística", referiu o executivo municipal, liderado pelo social-democrata Luís Filipe Menezes, em comunicado.

A informação surge depois de o coletivo de juízes do Tribunal de Gaia, onde está a decorrer o julgamento da Operação Babel - relacionada com a alegada viciação e violação de normas e instrução de processos de licenciamento urbanísticos em Gaia -, ter anunciado que o município, no distrito do Porto, tinha desistido de ser assistente e da indemnização de 50 mil euros que pedia naquele processo.

"O executivo municipal, em decisão que levará a reunião de câmara, decidiu retirar o pedido de indemnização civil no processo Babel. Aliás, o anterior executivo, que tanto pugnou nos últimos meses pela inocência do principal visado, o senhor ex-vice-presidente, já o deveria ter feito", assinalou.

Segundo a atual liderança municipal, "o que é muito grave, e deve ser investigado e apurado em todo o detalhe, é uma parceria público-privada, no entender do executivo ilegal, sem concurso público, violadora do Plano Diretor Municipal (PDM) e que troca centenas de milhões de euros concedidos a um grupo privado em detrimento de um retorno, em 25 anos, de uma dezena de milhões de euros".

Em causa acrescentou, está uma "operação jurídica e urbanística gravíssima", que teve a responsabilidade coletiva da câmara.

O projeto Skyline/Centro Cultural e de Congressos previa a construção de apartamentos, hotel, centro de congressos, praça urbana e parque de estacionamento, mas não chegou a avançar no terreno.

"A justiça não deve ficar por bodes expiatórios pontuais, tem que ir ao fundo do problema -- e até admitimos que colateralmente já o esteja a fazer", frisou.

A Operação Babel tem 16 arguidos, incluindo o ex-vice-presidente da Câmara de Gaia Patrocínio Azevedo, os empresários do ramo imobiliário Paulo Malafaia e Elad Dror e o advogado João Pedro Lopes, acusados de dezenas de crimes económicos como corrupção e tráfico de influências.

O Ministério Público (MP) sustenta que Elad Dror, fundador do grupo Fortera, e Paulo Malafaia "combinaram entre si desenvolverem projetos imobiliários na cidade de Vila Nova de Gaia, designadamente os denominados Skyline/Centro Cultural e de Congressos, Riverside e Hotel Azul", contando com o alegado favorecimento por parte do antigo vice de Gaia, que receberia em troca dinheiro e bens materiais, como relógios.

O julgamento, que começou em janeiro, está na fase final estando, desde quinta-feira, os procuradores do MP a fazer as suas alegações que deverão ficar concluídas na terça-feira.

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