Imobiliário S&P: Preços das casas em Portugal devem subir 9,5% este ano

S&P: Preços das casas em Portugal devem subir 9,5% este ano

A agência de rating sublinha que programas como os "vistos gold" e o regime de residentes não habituais estão a promover o aumento da procura por estrangeiros.
S&P: Preços das casas em Portugal devem subir 9,5% este ano
Bruno Colaço
Margarida Peixoto 03 de setembro de 2018 às 13:26
Os preços das casas em Portugal devem subir 9,5% este ano, estima a Standard & Poor's, num relatório sobre o mercado imobiliário, publicado esta segunda-feira, 3 de Setembro. A dar gás aos preços está a forte procura doméstica e estrangeira, perante uma oferta contida.

"A procura doméstica e estrangeira forte, bem como a oferta curta, estão a promover aumentos fortes nos preços das casas em Portugal. Esperamos que os preços subam 9,5% este ano, mas projectamos que as pressões vão abrandar com o crescimento económico mais lento, os crescentes custos do endividamento e a deterioração da acessibilidade", lê-se no relatório.

A agência sublinha ainda a importância de programas como "o visto gold e o regime de residentes não habituais" para o aumento da procura externa. Tal como noticiou esta segunda-feira o Público, o BE pede o fim destes programas e promete apresentar uma proposta nesse sentido no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2019.

Preços vão continuar a subir, mas menos

A S&P antecipa um novo aumento de 7% dos preços em 2019, seguido de subidas de 6% e 5% em 2020 e 2021.

No primeiro trimestre deste ano, os preços das casas subiram 12,2% em Portugal, depois de já terem aumentado 10,5% em 2017. A subida foi superior nas casas usadas (13%), face à verificada em habitações novas (9,7%).

Em Lisboa, o preço mediano por metro quadrado subiu 20%, para 2.581 euros, enquanto no Porto a subida foi de 23%, para 1.379 euros. Ainda assim, nota a S&P, "o mercado no seu conjunto mantém-se acessível com rácio do preço face ao rendimento ainda 7% abaixo da sua média de longo prazo".

Em entrevista ao jornal Expresso, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, admitiu este fim-de-semana que se está a formar uma "bolha" imobiliária na capital, que dificulta o acesso à habitação por famílias da classe média. A autarquia está a preparar um plano para travar a subida dos preços.




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