Be@t de 100 milhões assina pacto em Matosinhos

O megaprojeto financiado pelo PRR, que visa revolucionar a industrial têxtil nacional, apresenta esta quinta-feira o balanço final de quatro anos de trabalho, numa sessão que inclui a assinatura do Pacto para a Bioeconomia no Setor Têxtil e do Vestuário.
indústria têxtil, vestuário
Bruno Simão
Rui Neves 12:00

Aproximadamente uma centena de novos produtos desenvolvidos; 80 linhas de investigação, desenvolvimento e inovação; 10 linhas-piloto industriais implementadas; quatro plataformas digitais; 296 programas e ações de capacitação; 121 campanhas de sensibilização e comunicação; 77 publicações científicas e 35 simbioses industriais implementadas.

Eis os resultados do be@t, projeto focado na sustentabilidade, inovação e transição para a bioeconomia circular no setor têxtil e do vestuário, que envolveu mais de 50 entidades (empresas, universidades e centros tecnológicos), tendo sido financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num investimento superior a 100 milhões de euros.

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Os responsáveis do projeto destacam que “a superação dos objetivos e a certeza de estar a definir o rumo da bioeconomia no têxtil e vestuário marcam o balanço final dos quatro anos do be@t”, cujo encerramento decorre esta quinta-feira, 28 de maio, no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, em Matosinhos, e inclui a assinatura do Pacto para a Bioeconomia.

“O be@t pode estar a terminar, mas o caminho está apenas a começar”, considera Carla Silva, coordenadora do projeto e diretora do Departamento de Química e Biotecnologia do Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (Citeve), entidade coordenadora do consórcio.

Isto tendo em conta que, “mais do que desenvolver novas tecnologias, o objetivo do be@t foi demonstrar que a bioeconomia pode gerar valor, reduzir a dependência de recursos fósseis, valorizar resíduos, diminuir a pegada carbónica dos produtos e criar oportunidades económicas para o setor”, enfatiza a instituição, em comunicado.

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Já o diretor-geral do Citeve, Braz Costa, que apresentou na sessão em Matosinhos o “Conceito be@t – origem, presente e futuro”, não tem dúvidas de que “chegado ao fim, o be@t deixa a sua marca e a garantia de um lugar para Portugal na vanguarda da sustentabilidade e da competitividade do setor têxtil”.

Marcada para as 15h30, na mesma sessão, está a assinatura do Pacto para a Bioeconomia no Setor Têxtil e do Vestuário, uma das ações centrais do be@t e que “constitui um compromisso estratégico para a sustentabilidade por parte de empresas e entidades de toda a cadeia de valor, no sentido de trabalhar para metas mensuráveis e, assim, acelerar de forma decisiva a transição de Portugal para um modelo económico mais circular, regenerativo e inclusivo”, enfatiza o be@t.

Notícia atualizada às 12:12

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