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Têxtil e vestuário escapam à quebra nacional nas exportações

Impulsionadas pelo vestuário em malha e pelos compradores europeus, as vendas desta indústria tradicional no estrangeiro aumentaram 3% no primeiro trimestre do ano.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 10 de Maio de 2016 às 15:13
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As exportações da indústria têxtil e de vestuário (ITV) aumentaram 3% no primeiro trimestre do ano, para 1.261 milhões de euros. Segundo os dados do INE compilados pela principal associação do sector (ATP), Espanha reforçou o peso como melhor mercado externo, representando 34,1% das compras.

 

Apesar de ligeira, esta subida homóloga nas vendas ao exterior significa, porém, que esta indústria tradicional teve um comportamento em contraciclo com o total das mercadorias portuguesas, cujas exportações caíram 2% nos três primeiros meses do ano, depois de Março ter sido o pior mês desde Maio de 2014.

 

O maior impulso para os dados da ITV veio da progressão nas vendas de vestuário em malha (8%), de matérias-primas, incluindo fios e tecidos de algodão (15%), de tapetes e outros revestimentos têxteis (17%) e ainda de tecidos especiais, bordados, rendas e passamanarias (16%), destacou a associação empresarial presidida por João Costa.

 

No primeiro trimestre do ano, as exportações deste sector representaram cerca de 11% das exportações nacionais, sendo que a balança comercial dos produtos têxteis e vestuário continuou a registar um saldo positivo – no montante de 325 milhões –, equivalente a uma taxa de cobertura de 135%. Os 4.836 milhões de euros exportados por esta indústria em 2015 foram o valor mais elevado dos últimos 12 anos.

 

Europa "segura" o resto do mundo

 

A análise por destinos mostra que foram os países europeus que mais suportaram o crescimento das exportações, aumentando em 5% as compras de têxteis e de vestuário a Portugal. A seguir a Espanha, Alemanha, Itália, Holanda e Suécia foram os destinos que mais contribuíram para o aumento de 37 milhões de euros nas exportações do sector entre Janeiro e Março deste ano.

 

Mesmo com sinais positivos a chegarem de mercados como Arábia Saudita, México, Singapura, Austrália ou Japão, no período em análise, o conjunto dos mercados extra-comunitários encolheu 7%. O principal foco de preocupação provém dos Estados Unidos da América, que são o quinto melhor comprador de têxteis e vestuário portugueses, que compraram menos 13,5% no primeiro trimestre de 2016 e recuaram a sua quota de mercado para 5%.

 

Em 2017, as empresas portuguesas do sector vão investir 12,5 milhões de euros na participação em feiras internacionais em 2017. Este é o valor do investimento total previsto no projecto "From Portugal" para o próximo ano, a cargo da Associação Selectiva Moda. O presidente, Manuel Serrão, referiu ao Negócios que a promoção da etiqueta "Made in Portugal" vai ser feita em 72 eventos e passará pela primeira vez pelo Canadá, Singapura e Coreia do Sul.

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