Acionistas da Impresa decidem aumento de capital para entrada de italianos a 29 de dezembro
A Impresa convocou esta quinta-feira uma assembleia-geral de acionistas para o próximo dia 29 de dezembro para votar uma proposta de aumento de capital a ser subscrito na íntegra pelo grupo italiano MediaForEurope (MFE), indicou fonte oficial da dona da SIC e do Expresso ao Negócios.
Em comunicado difundido posteriormente na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Impresa dá conta de quatro pontos na ordem de trabalhos da assembleia-geral: "a conversão de todas as ações representativas do capital social da sociedade, com o valor nominal de 0,50 euros cada, em ações sem valor nominal"; a autorização, válida por um ano, para que o conselho de administração proceda ao aumento de capital até um valor máximo de 17,325 milhões de euros, a supressão dos direitos de preferência dos acionistas no aumento do capital e a alteração aos estatutos necessárias para acomodar as mudanças, nomeadamente no capital social, caso as propostas anteriores sejam aprovadas.
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O aumento de capital é uma das condições necessárias para que a entrada do grupo controlado pela família Berlusconi se torne acionista da Impresa, conforme foi anunciado a 26 de novembro, que veio confirmar a informação avançada pelo Negócios a 3 de novembro. Além da aprovação do aumento de capital, o negócio depende ainda que a CMVM não obrigue ao lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) e que as instituições de crédito não acionem "cláusulas de resolução ou de vencimento antecipado em contratos de financiamento celebrados pela Impresa e/ou pelas suas subsidiárias".
O aumento de capital será realizado mediante a emissão de 82,5 milhões de ações da Impresa por 17,325 milhões de euros, comprometendo-se os atuais acionistas a abdicarem do direito de preferência. A operação colocará a MFE com uma participação de 32,934% do capital da dona SIC e do Expresso, ficando a Impreger, "holding" da família Balsemão, com 33,738%.
Este negócio é considerado fundamental para garantir a viabilidade financeira da Impresa, que acumula 145 milhões de euros de dívida líquida.
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