O Negócios pergunta. Maioria quer carros elétricos a pagar taxa para financiar a rodovia
O Negócios desafiou os seus leitores a responderem a uma pergunta no canal do WhatsApp sobre a medida defendida pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT). Eis as conclusões.
Sempre que se atesta um depósito de combustível pagam-se vários impostos, sendo um deles a Consignação de Serviço Rodoviário (CSR). Esta taxa, cobrada através do Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP), é, atualmente, a maior fonte de receita para o financiamento da rodovia, mas nem todos os que utilizam as estradas a pagam. Condutores de veículos elétricos não são abrangidos, mas a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) entende que devem sê-lo, propondo uma revisão desta consignação “adaptada à realidade da transição energética”.
“A dependência da CSR, associada ao consumo de combustíveis fósseis, torna-o vulnerável ao processo de descarbonização e à eletrificação do parque automóvel, traduzindo-se numa redução progressiva da base fiscal que sustenta o financiamento da rede”, defende a autoridade liderada por Ana Paula Vitorino. “À medida que a eletrificação avança, torna-se mais difícil sustentar um modelo muito dependente dos combustíveis fósseis”, atira, colocando em cima da mesa a necessidade de rever este modelo.
A revisão defendida pela AMT, se aplicada, passará a incluir todos os utilizadores de automóveis no financiamento da rodovia, não apenas aqueles que utilizam veículos com motores a combustão. É um custo para aqueles que já adotaram esta nova forma de mobilidade, “amiga do ambiente”, mas é uma necessidade para garantir que as vias que estes e outros condutores utilizam têm as verbas necessárias, entre outros, para a sua conservação.
O Negócios desafiou os seus leitores a darem a opinião sobre este tema. Entre as 334 respostas obtidas, a larga maioria defende que a rodovia term de ser financiada por todos. Assim, um total de 230 leitores concorda com a medida sugerida pela AMT, sendo que 202 "concordam plenamente" com a sua implementação.
Por outro lado, 92 inquiridos não concordam com a ideia, sendo que 79 "discordam totalmente" e querem que os elétricos continuem isentos da Consignação de Serviço Rodoviário.
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