Falha de cibersegurança na linguagem PHP obriga a desligar sites em todo o mundo
A Agência de Segurança Nacional dos EUA recomendou esta quinta-feira que todos os sites que utilizem a linguagem de programação PHP, amplamente aplicada na internet, realizem uma atualização de software para corrigir vulnerabilidades críticas.
A Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) sugeriu retirar da internet qualquer site baseado em PHP que ainda não tenha passado pela atualização, uma vez que as falhas permitem o acesso a servidores e a dados da organização, segundo uma mensagem publicada na rede social X.
Depois dos alertas emitidos na quarta-feira pela NSA e pela Comissão Europeia, vários sites foram desligados. A gravidade da situação levou o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) a emitir um aviso onde reiterou as orientações já dadas pelas agências internacionais e “a aplicação da atualização, assim que for disponibilizada, consultando as fontes oficiais do projeto para as versões corrigidas”.
Na Europa, um grande número de sites foi desligado, incluindo os de todas as autarquias em França, por solicitação da agência de segurança dos sistemas de informação. Na Finlândia, o portal governamental informava que "os sites governamentais (estavam) total ou parcialmente indisponíveis". As plataformas de serviços públicos também foram retiradas da internet na Dinamarca, nos Países Baixos e na Bélgica.
Antes, a PHP Foundation, que coordena o desenvolvimento e a evolução da linguagem, publicou um comunicado onde relata a existência de duas vulnerabilidades classificadas com 9,2 pontos numa escala de gravidade que vai até 10.
O PHP, acrónimo de Hypertext Preprocessor, é uma linguagem de programação criada no início da década de 1990 pelo programador canadiano-dinamarquês Rasmus Lerdorf. Permite estabelecer uma ponte entre um site e um servidor que contém bases de dados.
A empresa de cibersegurança Palo Alto Networks indicou hoje ter identificado 22 milhões de plataformas expostas a estas vulnerabilidades.
Também hoje, a OpenAI explicou que as falhas foram detetadas com a utilização de um dos seus mais recentes modelos, o GPT-5.6 Sol. "Dada a sua gravidade e a ampla difusão do PHP, consideramos este um dos problemas de segurança (informática) de maior impacto nos últimos tempos", detalhou a startup numa mensagem publicada no seu site.
A OpenAI esclarece que a empresa de cibersegurança Wiz, subsidiária da Google, também identificou estas falhas. "Isto demonstra como a inteligência artificial (IA) pode revelar fendas cujas consequências afetam toda a internet", acrescentou a OpenAI, alertando que estas mesmas capacidades "(podem, agora,) ajudar os hackers a desenvolver rapidamente (ataques)".