pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

"Seria um desastre" a Europa priorizar soberania na IA, considera CEO da Siemens

Roland Busch liderou a transformação da Siemens para a tecnologia, mas discorda da forma como a União Europeia está a agir. O CEO apela a menos regulação e a mais foco no desenvolvimento de modelos, para que a Europa tenha uma hipótese de ganhar terreno na corrida pela IA.

O CEO da Siemens apela a que a regulação seja mais simples, com o risco da
O CEO da Siemens apela a que a regulação seja mais simples, com o risco da Anna Szilagyi / Lusa-EPA
12:28

A Europa tem vindo a posicionar-se no mundo tecnológico, apostando na soberania da inteligência artificial (IA), já depois dos Estados Unidos da América e da China estarem a dominar a corrida. Mas, para o CEO da Siemens, o bloco europeu está a cometer um erro ao procurar por esta soberania

Em entrevista ao Financial Times, Roland Busch, que está à frente da Siemens desde 2021 e mudou o foco do conglomerado para o setor tecnológico, defende que a União Europeia está a arriscar ficar ainda mais para trás em relação ao desenvolvimento de ferramentas de IA. A razão prende-se pela regulação, apelando a que o bloco europeu simplifique as regras. 

"Não devemos abrandar o ritmo de inovação em prol de criar soberania. Isso seria um desastre", considera Busch. Ainda assim, o CEO da Siemens aponta que a construção de infraestruturas próprias pode tornar a UE "mais resiliente" nos próximos anos, só que não se pode esperar que "sejam construídas fábricas na Europa antes de começarmos a aperfeiçoar os nossos modelos". 

Não devemos abrandar o ritmo de inovação em prol de criar soberania. Isso seria um desastre. Roland Busch
CEO da Siemens

De recordar que a Comissão Europeia vai apresentar um "pacote de soberania tecnológica" até maio, de forma a impulsionar as infraestruturas de "cloud" e a indústria doméstica de IA. De facto, algumas tecnológicas, - ramo da "cloud" da Amazon - e , já estão a apostar na soberania na União Europeia, nomeadamente na preservação dos dados dentro do espaço europeu.

Roland Busch argumentou ainda, na mesma entrevista, que os atrasos de implementação de IA na Europa, devidos à regulação excessiva e a preocupações de segurança, vão abrandar o crescimento. O CEO garante que a abordagem da UE está "completamente desajustada" quando comparada com a dos EUA, consideravelmente menos restritiva em termos de regulação. Por isso, é que as empresas americanas estão a adotar a IA em pleno, enquanto o ecossistema na Europa é quase como "água estagnada", afirmou.

Uma das maiores críticas de Busch é que a UE falhou em fazer uma distinção entre o uso privado e empresarial da IA, uma vez que é no primeiro que se observam desequilíbrios entre as plataformas e os utilizadores. Neste momento, e na opinião de Roland Busch, a Europa pode competir com a tecnologia americana e chinesa no que refere o desenvolvimento de ferramentas industriais, que têm IA como base.

Ver comentários
Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.