Nos garante que os seus serviços "não foram a causa das falhas no SIRESP"
A empresa gestora do SIRESP está a pedir 343 mil euros aos seus fornecedores, derivado de falhas de serviço no dia do apagão, 28 de abril de 2025. A SIC, que avançou com a notícia, diz que o maior pedido é dirigido à Nos, operadora responsável por dois de sete lotes do sistema.
Em resposta a este pedido de indemnização, a operadora liderada por Miguel Almeida afirma que a prestação dos serviços de transmissão terrestres e de redundância via satélite ao SIRESP foram "integralmente cumpridos". Entendendo então que as falhas não foram provocadas pelo seu serviço e que não deve proceder à devolução do montante pago, que está definido em contrato.
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"Enquanto prestador de serviços, a Nos não tem — nem nunca teve — qualquer intervenção no desenho, na arquitetura ou nas decisões operacionais da rede SIRESP. Essas responsabilidades são, exclusivamente, da SIRESP S.A., entidade gestora da rede", lê-se na nota enviada pela operadora de telecomunicações.
Fonte oficial
"No que respeita os serviços prestados pela Nos, podemos afirmar que estes não foram a causa das falhas no SIRESP. E essa é a razão para a Nos não poder ser penalizada e não ter recebido qualquer penalidade ou comunicação formal de intenção nesse sentido", destaca a empresa liderada por Miguel Almeida.
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Assim, a operadora assume estar disponível "para apresentar os dados técnicos que suportam esta posição às entidades competentes e para colaborar no cabal esclarecimento dos factos, bem como na melhoria da rede SIRESP".
De recordar que o coordenador do grupo de trabalho para a modernização do SIRESP, António Pombeiro, apresentou uma solução híbrida, que só estará totalmente concluída num prazo de 10 anos. Este modelo terá de ser interoperável com as infraestruturas críticas da Europa.
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