Tribunal de Contas dá visto à compra de 153 automotoras pela CP

O aditamento ao contrato com o consórcio da Alstom e DST para a compra de mais comboios e antecipação das primeiras entregas para 2029 já teve luz verde.
Miguel Pinto Luz salientou que 'há'mais de duas décadas que não chegava a Portugal um novo comboio'.
José Gageiro/Movephoto
Maria João Babo 16:02

O Tribunal de Contas concedeu visto ao aditamento ao contrato de aquisição de material circulante ferroviário entre a CP e o consórcio Alstom e Domingos da Silva Teixeira (DST) com vista à aquisição de 98 automotoras urbanas e 55 regionais.

Em comunicado, o Ministério das Infraestruturas e da Habitação salienta que o investimento nestas 117 automotoras iniciais mais 36 adicionais, num total de 153, "contribui para a modernização e reforço da oferta da CP em todo o país".

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“Este reforço de material circulante foi igualmente antecipado, com a última entrega de comboios em 2031, ou seja, menos dois anos face ao contrato inicial”, acrescenta.

O investimento, sublinha, é de 1.064 milhões de euros.

"Há mais de duas décadas que não chegava a Portugal um novo comboio”, afirma Miguel Pinto Luz, citado na nota divulgada,  frisando que “a forte aposta deste Governo na ferrovia traduz-se na aquisição de material circulante moderno, confortável e sustentável”.

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“Mobilidade tem de ser sinónimo de inclusão e estamos a trabalhar para trazer cada vez mais pessoas para os transportes públicos, com o reforço da oferta e fomentando a confiança dos cidadãos", aponta o ministro.

Os novos comboios, que começam a chegar a Portugal em 2029, terão também produção nacional, já que o contrato estabelece a instalação de uma fábrica em Matosinhos.

Está prevista a criação de cerca de 300 postos de trabalho diretos, e cerca de 1.500 indiretos.

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O contrato com o consórcio Alstom/DST para a compra de 117 automotoras foi assinado em outubro passado por 746 milhões de euros. Já este ano, em fevereiro, o Governo aprovou uma despesa adicional de 317,9 milhões para acelerar as entregas do material circulante e exercer a opção de compra de mais 36 comboios para a CP.

Um valor que, segundo o diploma então aprovado, previu uma despesa de 105,25 milhões de euros da contrapartida contratual pela aceleração e antecipação das entregas, e de cerca de 212,7 milhões pelo exercício antecipado do direito de opção de 36 comboios adicionais.

Segundo noticiou o Observador, o Tribunal de Contas deu no dia 22 de abril luz verde ao contrato de compra das 117 automotoras, tendo o contrato adicional sido na altura devolvido para complemento de instrução e esclarecimentos.

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