Lufthansa também já entregou proposta para privatização da TAP. Junta-se à Air France-KLM

O grupo liderado por Carsten Spohr já tinha assegurado que ia entregar a proposta inicial pela TAP, independentemente da participação que vai alienar. No entanto, quer ter mão firme na gestão.
A Lufthansa já tinha admitido que ia avançar para a compra da companhia portuguesa.
Lufthansa
Inês Pinto Miguel 14:40

A alemã Lufthansa já fez chegar a sua proposta não vinculativa à Parpública para a compra da posição minoritária da TAP. A poucas horas para o prazo terminar, o grupo alemão reitera o interesse na companhia aérea portuguesa, depois de já ter dito a um conjunto de jornalistas portugueses, incluído ao Negócios, que estava no processo de privatização até ao fim.

Questionado pelo Negócios, o grupo de aviação, também dono da Austrian Airlines e da ITA Airways, confirma que avançou com a sua oferta, isto depois da concorrente Air France, ter escolhido as primeiras horas da manhã para submeter os documentos. "Confirmamos que submetemos uma oferta não vinculativa pela TAP Air Portugal", diz fonte oficial da Lufthansa.

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No início da semana, em Frankfurt, o grupo alemão já tinha sinalizado que estava a terminar todas as diligências para dar entrada da proposta não vinculativa, não se mostrando preocupado com a aquisição de uma posição minoritária numa fase inicial. Aliás, o responsável de estratégia na Lufthansa, Tamur Goudarzi Pour, adiantou que muitas das decisões que são necessárias podem ser tomadas com uma posição minoritária, que pode ir até aos 49,9%, caso os trabalhadores não avancem com a compra dos 5% a que têm direito. Ainda assim, as perspetivas são de que consigam ter preferência sobre a maioria, ou conseguir adquirir a maioria do capital a longo prazo.

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Contudo, há algo que os alemães escolhem não abdicar: a gestão. A Lufthansa quer integrar membros da Alemanha na administração da TAP, podendo ser o CEO ou qualquer outra posição. Com a recente compra da italiana ITA Airways, o grupo de aviação aplicou este modelo, sendo que só adquiriu uma participação de 41%.

Para a proposta se tornar mais apelativa ao Governo português, que após as propostas vinculativas vai decidir com que grupo negoceia, a Lufthansa admitiu uma aposta clara no Porto, sendo esta uma oferta complementar ao esgotado aeroporto de Lisboa e então a nova infraestrutura de Alcochete não ganha raízes.

Logo ao início da manhã, o grupo Air France-KLM anunciou ter entregado a sua proposta não vinculativa pela companhia aérea portuguesa TAP. Foi, até agora, o único candidato na corrida a posicionar-se publicamente sobre esta etapa. Em comunicado, o CEO do grupo franco-neerlandês, Benjamin Smith, admitiu valorizar “tudo o que a TAP construiu ao longo dos últimos 81 anos”, nomeadamente “um ‘hub’ forte em Lisboa, uma marca valiosa e uma proposta de valor única que proporciona conectividade e orgulho a milhões de portugueses”.

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