"TAP seria 'match' perfeito". Lufthansa acena com escola de aviação para ganhar terreno

O grupo de aviação alemão quer aumentar a sua presença em Portugal. Depois da Technik e na corrida pela TAP, o CEO da Lufthansa admitiu possibilidade de instalar uma escola em território nacional.
O CEO da Lufthansa admitiu que o grupo quer crescer em Portugal.
Lufthansa
Inês Pinto Miguel 10:25

O grupo Lufthansa está empenhado em ganhar a TAP e vai acenando com várias possibilidades. Com as instalações da Technik em construção em Santa Maria da Feira, o grupo liderado por Carsten Spohr acena agora com a criação de uma escola para treinar pilotos, estando já em conversas com a Força Aérea Portuguesa.

"A TAP seria o 'match' perfeito para nós. Seria uma adição importante para o mercado brasileiro e para a nossa presença na América Latina", destacou o CEO na conferência de imprensa sobre os resultados.

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"Já demonstrámos que sabemos como manter o carácter dos 'hubs' e das marcas, mas, simultaneamente, explorar as sinergias com o grupo Lufthansa", sustentou Carsten Spohr, apontando às preocupações do desaparecimento da marca Portugal da transportadora TAP. 

Mas o CEO do grupo alemão vai além na sua resposta, tentando acenar ao Governo com a instalação de mais ativos no país. "Portugal pode tornar-se um excelente parceiro estratégico no setor da aviação. Porque estamos a construir a Lufthansa Tecnhik e estamos a verificar se a escola de aviação, que estamos a discutir com a Força Aérea, pode ser em Portugal", revelou. 

Estamos a construir a Lufthansa Tecnhik e estamos a verificar se a escola de aviação, que estamos a discutir com a Força Aérea, pode ser em Portugal. Carsten Spohr
CEO do grupo Lufthansa

"Estes são três projetos interessantes que demonstram a revelância estratégica de Portugal", atirou o CEO do grupo, admitindo que "vamos prosseguir" com estes interesses no país.

Regressando ao tema TAP, Carsten Spohr assegurou que a companhia aérea portuguesa já é conhecida pelo grupo há vários anos, e que, embora tenham acesso aos os relatórios financeiros, "em algum momento, será necessário verificar os componentes financeiros além da transação".

Para já, "ainda não chegámos a esse ponto", esclareceu, ainda que a intenção do grupo alemão seja avançar com uma proposta não vinculativa até ao início do próximo mês, uma vez que o prazo termina a 2 de abril. Os seus concorrentes já admitiram que estão a analisar os documentos fornecidos pela TAP, especialmente depois das reuniões entre gestores, para avançar com uma proposta não vinculativa sobre a companhia portuguesa.

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