Reclamações sobre transportes caem 8,9% em seis meses. Mas ainda são 72 por dia
Queixas reduziram em quase toda a linha, incluindo nos transportes ferroviário e rodoviário.
As reclamações de mobilidade e dos transportes desceram para 13.107 no primeiro semestre de 2025, menos 1.282 queixas (8,9%) do que no mesmo período de 2024, anunciou esta sexta-feira a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).
Segundo o Relatório das Reclamações no Ecossistema da Mobilidade e dos Transportes do primeiro semestre de 2025, divulgado esta semana, o número de reclamações verificado nos primeiros seis meses do ano passado também recuou, 13,8% ou menos 2.090 reclamações, face ao segundo semestre de 2024.
O volume de reclamações corresponde a uma média diária de 72 reclamações, contra 79 registadas no primeiro semestre de 2024 (menos 8,9%), e a uma diminuição de 13,3% face ao segundo semestre de 2024 (média de 83 reclamações diárias).
Em comparação com o semestre homólogo de 2024, a AMT verificou uma redução das reclamações nos modos rodoviário (menos 13,5%) e ferroviário (menos 5,9%), nos sistemas de bilhética (sistema de venda, emissão e validação de bilhetes) e suporte à mobilidade (menos 5,8%), e no modo marítimo e portuário (menos 41,8%).
Em contrapartida, a AMT refere que as reclamações no transporte por vias navegáveis interiores sofreram um aumento de 66,1% no mesmo período de 2024.
Das reclamações registadas no setor dos transportes terrestres, 44,2% (3.725) respeitam ao transporte rodoviário de passageiros, 23,9% ao aluguer de veículos sem condutor (2.014) e 11,5% às infraestruturas rodoviárias (972), sendo estas três categorias responsáveis por 79,6% das reclamações daquele modo de transportes.
A categoria do transporte rodoviário de passageiros registou uma diminuição de 31,2% no número de reclamações no período em análise face ao período homólogo, ao passar de 5.418 reclamações para 3.725, tendo sido o mais reclamado, à semelhança dos semestres anteriores.
Relativamente à categoria do transporte ferroviário de passageiros assinalou-se uma redução do número de reclamações face ao período homólogo, ou seja, menos 4,6% (menos 129) de reclamações, que caíram de 2.808 para 2.679 reclamações.
Na categoria do transporte por vias navegáveis interiores observou-se um aumento do número de reclamações face ao mesmo período de 2024, com mais 66,1% (mais 300) de reclamações.
A AMT adianta que a categoria do transporte marítimo e setor portuário registou, este semestre, 32 reclamações, menos 42% do que no primeiro semestre de 2024.
Relativamente aos canais disponíveis para apresentação de reclamações, o livro de reclamações eletrónico foi o preferido por 56,6% (7.422 reclamações) dos cidadãos que reclamaram, seguindo-se o livro de reclamações físico, utilizado em 39,5% (5.171) das reclamações apresentadas.
Os meios disponibilizados pela AMT para apresentação de queixas foram utilizados por 3,9% (514) dos consumidores e utentes.
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