Sindicato convoca sétimo dia de greve no Metro de Lisboa em 2015
A Fectrans agendou para 18 de Junho aquele que será o sétimo dia de greve este ano, que volta a ter como motivo a subconcessão da empresa pública de transportes.
A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) mandatou as organizações de trabalhadores para entregarem novos pré-avisos de greve no Metropolitano de Lisboa, para 18 de Junho.
De acordo com um comunicado do sindicato, a greve vita lutar "contra a privatização da empresa, que conforme confirma o presidente da empresa terá um impacto de um pagamento directo de 133 milhões de euros, por ano, ao privado".
A nova paralização acontece menos de um mês depois da última greve, que ocorreu a 26 de Maio. A confirmar-se a greve de dia 18, este será o sétimo dia de greve deste ano no Metro de Lisboa.
"Esta luta tem também o objectivo de lutar contra a reestruturação interna que está a ser feita, que vai originar a extinção de postos de trabalho e que assenta no objectivo de criar uma estrutura para uma empresa única que não existe", refere a nota da Fectrans.
A estrutura sindical revelou ainda, segundo a Lusa, que também os trabalhadores da CP-Carga realizarão uma greve de 14 horas no dia 17 contra a privatização da empresa.
Na segunda e na terça-feira estarão em greve os trabalhadores da CoviBus -- Transportes Colectivos da Covilhã, do grupo espanhol Avanza, "por melhores salários que a administração foge a negociar".
Representantes de trabalhadores de várias empresas públicas do sector dos transportes agendaram, na segunda-feira, uma semana de luta, de 15 a 19, contra a privatização e a subconcessão de empresas.
A decisão foi tomada durante um encontro que reuniu, em Lisboa, representantes de sindicatos e de comissões de trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, da rodoviária lisboeta Carris, da Soflusa e da Transtejo (responsáveis pelas ligações fluviais na região de Lisboa), do sector ferroviário, da companhia aérea TAP e da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP).
De acordo com José Manuel Oliveira, coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), no encontro decidiu-se a convergência e a concertação de iniciativas nas empresas do sector para a semana de 15 a 19.
"É importante fazer uma semana de trabalho de intervenção sindical com plenários, com paralisações e eventualmente também com greves, com acções que irão agora ser construídas empresa a empresa numa perspectiva de continuarmos a ter na ordem do dia este debate e a posição dos trabalhadores e organizações sindicais e comissões de trabalhadores de oposição a este modelo", disse José Manuel Oliveira.
Apesar de as acções de protesto serem definidas empresa a empresa, o sindicalista salientou que está prevista a realização de uma acção "convergente" que envolva todas as empresas do sector.
O Governo aprovou a 26 de Fevereiro a subconcessão do Metro de Lisboa e da Carris, deixando de fora a Soflusa.