Combustível para aviões não será problema para turismo em Portugal, diz Castro Almeida

O governante falava após a apresentação da nova campanha promovida pelo Turismo de Portugal e destinada ao turismo interno, criada na sequência dos impactos provocados pelo mau tempo no início do ano em várias regiões que enfrentam uma necessidade acrescida de dinamização económica.
Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida
Paulo Cunha/Lusa
Lusa 19 de Maio de 2026 às 20:55

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, disse que o combustível para aviões não será um problema para o turismo no país, setor que está a registar um crescimento mais moderado.

"(...) A parte dos combustíveis, designadamente do combustível para os aviões, tudo indica que não vai ser um problema para Portugal. Com os dados que nós temos hoje, não será um problema o turismo [proveniente do estrangeiro] por causa do efeito do combustível dos aviões", declarou Castro Almeida, em Porto de Mós.

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O governante falava aos jornalistas após a apresentação da nova campanha promovida pelo Turismo de Portugal e destinada ao turismo interno "Não procures mais longe. Encontra o teu país", criada na sequência dos impactos provocados pelo mau tempo no início do ano em várias regiões que enfrentam uma necessidade acrescida de dinamização económica.

Questionado sobre a eventualidade de o combustível não faltar para os aviões que transportam milhares de turistas para Portugal, mas de o preço daquele pesar no bolso dos portugueses, face aos aumentos sucessivos, e de tal poder ser um problema para o turismo interno, ao qual se dirige esta campanha, o ministro respondeu que "as pessoas farão as férias que puderem fazer".

"O nosso apelo é apenas que, ao equacionar os destinos de férias para quem puder fazer férias, não se esqueça do turismo interno e desta região em particular, para quem puder fazer férias pelo tempo que puder fazê-las, evidentemente", referiu.

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Antes, salientou que "houve um problema grave no Centro do país, na Região de Leiria, nos territórios próximos de Leiria, e o país é muito solidário", para considerar que esta é uma realidade que "as pessoas não devem esquecer".

"Na hora de fazer escolhas, apelamos a que o país se lembre de que é solidário e que esta região precisa mais do que as outras", reiterou Castro Almeida.

Já na sessão de apresentação da campanha, que decorreu no Castelo de Porto de Mós, o ministro recuou aos meses de janeiro e fevereiro, para lembrar os "fenómenos climatéricos extremos que atingiram o país" e "provocaram danos profundos em infraestruturas, habitações e no tecido económico e social".

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Depois, reconheceu que o turismo "é também, neste momento, um instrumento concreto de recuperação" e, com o lançamento da campanha, "mais do que promover destinos", está a ativar-se "uma resposta económica e social".

O governante adiantou que, este ano, o crescimento deste setor "tem sido mais moderado, refletindo o contexto internacional e os efeitos das intempéries".

"Falamos de crescimento mais moderado, mas falamos de crescimento apesar de tudo", declarou, para destacar que "o turismo continua a demonstrar a sua solidez e capacidade de geração de valor".

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Nesse sentido, observou que, de acordo com o Banco de Portugal, no primeiro trimestre deste ano, "as receitas turísticas ultrapassaram os 5,1 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de cerca de 3,8% face ao mesmo período do ano anterior".

"São números que confirmam que, mesmo num contexto mais exigente, o turismo continua a afirmar-se como um dos principais motores da economia portuguesa", considerou.

Por outro lado, Castro Almeida rejeitou que o país tenha turistas a mais.

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"Há quem diga que Portugal tem turistas a mais. Mas essa é uma perceção que não corresponde à realidade do país como um todo. É verdade que, em determinados períodos do ano, em alguns locais específicos, existe maior pressão. Mas isso não acontece todo o ano, nem acontece em todo o território", observou, reconhecendo a necessidade "de distribuir melhor os fluxos, no espaço e no tempo, e de valorizar mais os territórios".

Por isso, "o turismo interno assume uma importância estratégica", pois "contribui para estabilizar a atividade ao longo do ano", apoia diretamente o tecido empresarial nacional e "assegura que a riqueza gerada pelo turismo chega a todos os territórios".

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