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O seu guia para sobreviver ao Web Summit

É já na segunda-feira, 5 de Novembro, que arranca a terceira edição do Web Summit em Lisboa. São esperados mais de 70 mil participantes. Por isso, a organização pede antecipação nos registos. E prepare-se para enfrentar congestionamentos.

O PODER DAS REDES SOCIAIS
AS ELEIÇÕES QUE SE GANHAM NAS REDES SOCIAIS 

O que têm em comum a eleição de Trump e o Brexit? As redes sociais. A conclusão não é inesperada, mas foi até assumida por Brad Parscale, director da campanha digital de Trump. 'Ganhei a eleição no Facebook.' Para derrotar Hillary Clinton, era preciso angariar apoiantes e fundos. 'Sem isso não conseguiríamos competir.' A rede social foi o local predilecto. Joe Pounder, relações públicas de uma empresa que fez campanha por alguns democratas, também não tem dúvidas de que Trump ganhou porque não fez a campanha tradicional e 'falou directamente com os eleitores'. Uma abordagem que também resultou no Brexit. Nigel Farage, um dos rostos do Brexit, resumiu que sem as redes sociais não existiria Brexit.
Miguel Baltazar
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Web Summit arranca segunda-feira, com a ameaça de greve do metro para o segundo dia da conferência, dia que a organização alerta para que seja o mais congestionado nas entradas. Prepare-se antecipadamente.


O evento



O que é o Web Summit?
Já haverá pouca gente a não ter ouvido falar do Web Summit, tal a exposição mediática que tem tido. O Web Summit é um evento dedicado à tecnologia, que reúne empreendedores, start-ups, investidores, grandes empresas e líderes mundiais. O evento tem duas componentes: a área de exposição e as conferências. A ideia original do evento aconteceu em 2010 e a primeira realização foi em Dublin. Em 2016, mudou-se para Lisboa.

Qual a dimensão?
O Web Summit, que decorre de 5 a 8 de Novembro, no Altice Arena, com extensão para a FIL, onde é a exposição. A empresa já garantiu no acordo com Portugal para ficar em Lisboa mais 10 anos que a área expositiva da FIL irá duplicar. A organização acredita, segundo disse à Lusa, que será "a maior e a melhor" edição de sempre.

O que fazer?
Há diversas conferências durante os vários dias do Web Summit. Além do palco central, onde estarão as "estrelas" do evento, há palcos dedicados a outros temas: "auto, tech e talkrobot", "binate.io", "creatiff", "cryptoconf", "content makers", "deep tech", "fullSTK", "growthsummit", "healthconf", "moneyconf", "pandaconf", "unboxed", entre outras. Há três novos palcos este ano: o DeepTech, no qual estará em foco o impacto de tecnologias como a computação e a nanotecnologia na indústria e na vida quotidiana, o UnBoxed, onde críticos de tecnologia irão analisar produtos electrónicos, e ainda a CryptoConf, dedicado às moedas digitais.  Além das conferência há o espaço expositivo, onde várias empresas estarão a divulgar os seus produtos e serviços.


Participação


Quantos são os participantes?

A organização, a cargo da empresa irlandesa Connected Intelligence, estima uma participação de mais de 70 mil pessoas de 170 países. Na edição de 2017, registaram-se cerca de 60 mil participantes, dos quais 1.200 oradores, 2.000 start-ups, 1.400 investidores e 2.500 jornalistas.

Quem vai estar?
Depois da polémica em torno do convite, entretanto retirado, a Marine Le Pen, o palco do Web Summit vai receber várias "estrelas" mundiais. Muitos passam por palcos ditos secundários, mas as principais figuras comparecem no palco central, onde aliás tudo começa. Dia 5, no arranque, um dos fundadores da Web – Tim Berners-Lee – sobe ao palco, seguindo-se a vice-presidente da Apple, Lisa Jackson, e o realizador do filme "Cisne Negro" – Darren Aronofsky. António Guterres, o português que lidera a ONU, antecede o primeiro-ministro, António Costa. A abertura oficial é feita pelo chefe do Executivo, ao lado do presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e Paddy Cosgrave. No segundo dia há nomes como Brenda Freeman (Magic Leap), o comissário português Carlos Moedas, Gillian Tans (Booking.com), Mitchell Baker (Mozilla), o antigo piloto de Fórmula 1 Nico Rosberg, Alexis Ohanian (Initialized Capital) Michell Peluso (IBM), Peter Smith (Bockchain), Tamar Yehoshua (Google) e Young Sohn, da Samsung. Dia 7, surge no cardápio Ben Silbermann (Pinterest), Helen Chiang (Minecraft), Sean Rad (Tinder). É também o dia da comissária europeia para a concorrência, Margrethe Vestager. Matt Brittin da Google sobe também ao palco nesse dia, assim como o treinador português de futebol André Villas-Boas que no Web Summit vai ter a oportunidade de entrevistar Ronaldinho. No último dia, é altura para ouvir o responsável da Shell, Intel, Y Combinator, para encerrar o dia e a conferência com Paddy Cosgrave ao lado do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.


Entradas


Como é feita a entrada?

Quem tiver comprado o bilhete tem de descarregar a aplicação da Web Summit, já que é através dela que se faz o registo no evento, e se processa a entrada. A organização aconselha a ter à mão, na entrada, o telemóvel com o código QR já pronto a ser lido. Para isso, é pedido que seja feito o pré-registo, que pode também ser efectuado no aeroporto de Lisboa ou na entrada do evento antes de se iniciar. "Esperamos que a manhã de 6 de Novembro seja o período de maior movimento, pelo que aconselhamos a fazer o pré-registo a 3, 4 ou 5 de Novembro". No aeroporto, o registo pode ser feito no Terminal 1, e no recinto a entrada é feita no final da FIL, na Alameda dos Oceanos, no Parque das Nações. Aqui os registos podem ser feitos: segunda-feira (das 12 às 20 horas); terça, quarta e quinta das 8:30 às 17 horas. Para o registo, além do código QR, é necessário o cartão do cidadão do respectivo país.

Quanto custa a entrada?
Há bilhetes de vários tipos. Para os participantes individuais, os bilhetes de última hora podem custar entre 1.500 e 24.995 euros, consoante se trate de participante geral até ao líder. Há ainda um bilhete de executivo a 4.995 euros (com IVA incluído). Estes acessos asseguram entrada em 22 conferências, bem como a eventos-satélites, como o Night Summit. O bilhete executivo dá por seu lado acesso ao "lounge" VIP, e o de líder ("chairperson") garante ainda acesso ao "lounge" dos oradores. Há ainda bilhetes para grupos ou empresas, que podem ir dos 1.425 euros por cabeça (de 5 a 9 pessoas), até aos 1.275 euros se o grupo for de 15 a 19 pessoas. Há ainda o de 1.350 euros se o grupo for de 10 a 14 pessoas. O programa Alpha atribuiu bilhetes a start-ups por 995 euros. Há ainda uma categoria de bilhetes para investidores: os "anjos" pagam 1.680 euros; os investidores 1.880 euros e os investidores executivos pagarão 5.995 euros. Tal como na edição passada, houve bilhetes – no programa designado Inspire – para estudantes. Foram atribuídos 12 mil bilhetes com acesso ao palco central por um dia a 5 euros.


Alojamento



Como vão estar os hotéis?

Tal como nos dois anos anteriores, o sector hoteleiro conta com um forte impulso decorrente do Web Summit. A Associação Hoteleira de Portugal (AHP) refere que em 2017 "a taxa de ocupação hoteleira na cidade de Lisboa fixou-se nos 92% e o preço médio nos 141 euros, enquanto na região de Lisboa a taxa de ocupação foi de 88% e o preço médio de 128 euros". Para este ano, a AHP prevê que os hotéis da cidade de Lisboa "possam fechar com uma ocupação muito próxima dos 100% naquela semana e o preço, naturalmente, irá ajustar-se". Já a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), citada pela Lusa, estima que os 70 mil visitantes gastem cerca de 61,6 milhões de euros, numa despesa média diária de 220 euros, dos quais 120 euros em alojamento. Fazendo uma pesquisa no Booking.com verifica-se que já são poucos os quartos disponíveis quer nas hostels quer nos hotéis em Lisboa para os dias do Web Summit. Os preços mais baratos para cama em dormitório rondam os 15 euros por noite. Nas casas de hóspedes, os quartos mais baratos custam 46 euros por noite. Em hotéis, os preços mais baixos são de 146 euros por noite.


Deslocações


Como chegar de transportes?

Há várias formas de chegar ao evento, mas o metro pode não ser uma delas. Organizações sindicais do Metropolitano de Lisboa convocaram para terça-feira, 6 de Novembro, uma greve entre as 6:00 e as 9:30 horas, que "está ainda sujeita a apreciação pelo Conselho Económico e Social para eventual decisão a decretar serviços mínimos para esse período", explicou a empresa pública ao Negócios. Ainda assim, até lá, poderá haver um entendimento que permita desconvocar a paralisação. O Metropolitano de Lisboa garante, ainda assim, que "vai monitorizar, durante o período da greve, a circulação nas suas linhas, tendo em vista procurar ajustar a oferta à procura, a cada momento". Além do metro, há autocarros e comboios que chegam ao Parque das Nações. Aliás, foram lançados passes para 1, 3 ou 5 dias que custam, respectivamente, 9,5 euros, 18,5 euros e 25 euros, para viagens na Carris, Metro e CP. Estão, ainda, previstas zonas dedicadas para recolher e largar passageiros quer para táxis quer para operadores de plataformas como Uber a Mytaxi. Mas ainda não são conhecidos eventuais congestionamentos de trânsito.


Rede móvel e wi-fi


Como vão funcionar as comunicações?

Pelo terceiro ano consecutivo, a dona da Meo vai ser parceira tecnológica e patrocinadora do Web Summit. Ou seja, é a Altice Portugal que tem de garantir que as comunicações não falham durante a cimeira. Para tal, a operadora alocou mais de 100 trabalhadores na implementação das redes, um trabalho que começa quatro meses antes de o Web Summit arrancar. Este ano, a organização prevê a presença simultânea de cerca de 67 mil dispositivos. E para assegurar que as redes não falham, a Altice vai "dotar os espaços com cobertura wi-fi de alta densidade e alta disponibilidade" e reforçar a rede móvel da Meo não só no Parque das Nações, mas também nas zonas onde decorrerão acções associadas ao evento, como o Surf Summit na Ericeira", explicou fonte oficial da operadora. Tendo em conta o aumento do número de visitantes na capital portuguesa, as outras operadoras também vão reforçar as suas redes. A Nos, por exemplo, vai colocar uma torre móvel temporária e fazer "up-grade" de rede nas estações que servem a zona do Parque das Nações. E a Vodafone vai ter, "em todo o espaço onde decorre o evento, mais de 30 antenas, em pontos estratégicos dentro e fora do recinto", adiantou a operadora.

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