BES continua a captar as preferências dos fundos de investimento
O segmento de dívida pública contribuiu para a descida do valor global sob gestão dos fundos de investimento mobiliários (FIM), com as aplicações em títulos nacionais a caírem 3,9% para 298,9 milhões de euros e em títulos estrangeiros a descerem 10,6% para 923,6 milhões de euros, referem os dados dos indicadores de síntese dos Fundos de Investimento Mobiliário de Fevereiro de 2011, divulgados pela CMVM.
O montante sob gestão de títulos de dívida privada (obrigações) estrangeira, o activo que mais pesa nas carteiras dos FIM, caiu 1,2% em Fevereiro, totalizando 5.489,1 milhões de euros. Em contrapartida, a aposta em obrigações de empresas nacionais subiu 4,2% para 1.027,9 milhões de euros.
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No mesmo período, o montante aplicado em acções de empresas nacionais caiu 1,3% para 593,7 milhões de euros, enquanto as aplicações em acções estrangeiras aumentaram 2,4% para 2.010,3 milhões de euros.
BES voltou a ser o título nacional preferido dos gestores de fundos
Os títulos do BES foram os que mais pesaram nas aplicações dos fundos de investimento (26,3% do total aplicado no mercado português), com o valor sob gestão a subir 9,5% em Fevereiro para 156 milhões de euros. Seguiu-se a Galp, com um aumento de 1,4% para 43,5 milhões, e a Zon Multimédia com mais 2,6%.
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Na União Europeia, a Telefónica manteve a sua posição de liderança nas carteiras dos FIM, ao subir 8% face a Janeiro. Seguiu-se a Siemens com um montante sob gestão de 20,8 milhões de euros, menos 1,3% do que no mês anterior.
Fora da União Europeia, o Banco Bradesco foi o principal título a incorporar as carteiras dos FIM, com 317,1 milhões de euros sob gestão, mais 4,2% do que em Janeiro.
Portugal continua a ser segundo destino de investimento dos FIM
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Portugal manteve em Fevereiro a segunda posição como destino de investimento dos FIM, apesar da queda mensal de 0,4% para 1.370,8 milhões de euros, atrás do Luxemburgo, que captou 34,8% das aplicações totais dos fundos de investimento.
As sociedades gestoras com as maiores quotas de mercado em Fevereiro foram a Caixagest (22,6%), a ESAF (17,6%) e a BPI Gestão de Activos (17,2%). O Santander Global foi o FIM de maior dimensão, com o seu valor patrimonial a subir 2,2% para 640,8 milhões de euros.
Em Fevereiro foram constituídos 12 fundos de investimento e foram alvo de fusão por incorporação os fundos “Caixagest Curto Prazo – FIMAT”, “Caixagest Rendimento – FIMAOTV” e o “Caixagest Moeda – FIMAT”, geridos pela Caixagest. Foi também liquidado o fundo “Santander Infra-Estruturas Invest – FEIF”, gerido pela Santander Asset Management.
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