BCE quer melhorar infraestruturas de pagamentos na Zona Euro
O Banco Central Europeu (BCE) pretende melhorar as infraestruturas de pagamentos na Zona Euro devido às rápidas mudanças tecnológicas, anunciou esta terça-feira a entidade.
Na divulgação da nova estratégia de pagamentos, o BCE explicou que esta complementa a estratégia relativa ao dinheiro em numerário e alarga a de pagamentos de retalho, passando a abranger também os pagamentos grossistas, entre empresas e transfronteiriços.
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Este novo método de pagamentos do BCE e dos bancos centrais nacionais da Zona Euro tem em consideração "a adoção gradual de novas tecnologias, como a 'tokenização' e a tecnologia de registo distribuído", afirmou a entidade.
A 'tokenização' converte direitos sobre um ativo físico ou financeiro, como um imóvel, obras de arte ou ações, num 'token' digital dentro de cadeias de blocos, permitindo o seu fracionamento e venda.
Esta tecnologia fraciona ativos tradicionais, facilitando a liquidez e permitindo que pequenos investidores acedam a mercados anteriormente inacessíveis.
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A tecnologia de registo distribuído unifica os registos financeiros através de um único registo partilhado, reduzindo significativamente os custos de compensação e liquidação.
"Os pagamentos são fundamentais para a sociedade e estão a mudar rapidamente", afirmou o membro do comité executivo do BCE responsável pelos pagamentos e pelo euro digital, Piero Cipollone.
O BCE trabalha para que os pagamentos sejam fiáveis, rápidos, competitivos e abertos à inovação, quer sejam de retalho, grossistas, entre empresas ou transfronteiriços, acrescentou o responsável.
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