Revolut lucra 1,5 mil milhões em 2025. Angariou 580 mil clientes em Portugal
A Revolut aumentou os lucros em 65% para 1,5 mil milhões de euros no ano passado, o valor mais elevado de sempre. A "fintech", que obteve ainda este mês licença bancária para operar no Reino Unido, revela, em comunicado, que angariou 580 mil clientes em Portugal e fechou o ano com um total de 2,1 milhões de clientes no país, uma subida anual de 35%.
O crescimento do resultado líquido é explicado, por um lado, pelo crescimento do número de clientes em 30% para 68,3 milhões em todo o mundo, bem como do saldo depositado que cresceu para 57,5 mil milhões de euros.
PUB
As receitas cresceram 46% para 5,3 mil milhões de euros, o que se explica pelo aumento registado nas duas principais rubricas, as comissões de cartões e a margem financeira, que cresceram a dois dígitos e superaram os mil milhões de euros.
Em Portugal, a "fintech" atingiu em dezembro os 2,1 milhões de clientes - agora são 2,3 milhões - uma subida de 35%, acima dos 30% que foram a média dos outros mercados onde a empresa opera, como explicou em entrevista no programa do Negócios no Now Rúben Germano, diretor-geral da Revolut para Portugal.
O montante depositado cresceu 64% e mais de 58% das transações foram domésticas, "o quer dizer que, cada vez mais, o cliente português está a fazer transações do seu dia a dia", afirma o responsável. A base de clientes empresariais também cresceu 41%, no ano em que a Revolut teve autorização para abrir a sua sucursal portuguesa, obtendo IBAN português e passando a poder disponibilizar uma conta depósito remunerada. O segmento empresarial é um dos focos para 2026, "principalmente no caso de pequenas e médias empresas", além de um maior foco "no marketing e na capacidade de comunicação destes produtos", disse Rúben Germano.
PUB
Quanto à instalação de caixas ATM que tinham sido apontadas para 2026, o responsável da Revolut em Portugal indica que ainda não há uma data definida, mas que "o lançamento será entre este ano e o próximo". O banco também estará em vias de contratar mais trabalhadores - face aos atuais 1.300 - devido a "potenciais projetos que vão aumentar o número de recursos humanos", mas que ainda não podem ser divulgados.
Mais lidas
O Negócios recomenda