IMF – Inflação PCE dos EUA acelerou em abril

Inflação PCE dos EUA acelerou em abril; PIB do Canadá contraiu no 1º trimestre; Petróleo prolongou perdas; Ouro em torno dos $4500/onça
IMF - Informação de Mercados Financeiros 12:30

A inflação nos EUA acelerou em abril para o nível mais elevado dos últimos três anos, reforçando as expectativas de que a FED mantenha as taxas de juro inalteradas durante um período prolongado. Segundo os dados do índice PCE - o indicador de inflação (ainda) preferido da FED - os preços subiram 3,8% em termos homólogos, impulsionados sobretudo pela subida dos custos ligados à energia. As perturbações no Estreito de Ormuz pressionaram os preços do petróleo e as cadeias de abastecimento globais, contribuindo para aumentos nos preços dos combustíveis e de diversos bens de consumo. Apesar de o consumo das famílias continuar relativamente resiliente, os economistas alertam que a combinação entre inflação elevada, perda de poder de compra e maior incerteza económica poderá levar os consumidores norte-americanos a reduzir despesas nos próximos meses. Numa outra nota, foi divulgado que o PIB dos EUA cresceu 1,6% em termos anualizados no primeiro trimestre, abaixo dos 2% inicialmente estimados.

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O Eur/Usd apresentou um desempenho misto na última semana, depois de ter renovado mínimos de abril, pelos $1,1575, na semana anterior. O par iniciou com uma evolução ascendente, ultrapassando novamente o nível dos $1,16 e aproximando-se da sua média móvel a 200 dias, que ronda os $1,1680. Uma vez que não conseguiu atingir esse nível, o par apresentou uma correção na quinta-feira, negociando mais uma vez abaixo dos $1,16. Contudo, rapidamente o Eur/Usd recuperou terreno, fixando-se novamente em torno de $1,1660. O indicador MACD continua com o sinal de venda aberto.

Taxa de câmbio Euro/Dólar americano e indicadores MACD
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O PIB do Canadá contraiu 0,1% em termos homólogos no primeiro trimestre do ano, contrariando as expectativas dos analistas que apontavam para um crescimento de 1,5%. O abrandamento refletiu sobretudo a queda do investimento empresarial e o impacto da incerteza comercial, agravada pelas tensões no Médio Oriente e pela subida dos preços do petróleo. Apesar disso, o consumo das famílias continuou a crescer, ajudando a limitar a deterioração da atividade económica. Os dados mostraram ainda uma contração mensal do PIB em março, embora as estimativas preliminares apontem para uma recuperação em abril.

Em dezembro de 2025, o Eur/Cad quebrou em baixa a linha de tendência ascendente que acompanhava desde março. Desde então, o par lateralizou entre o suporte dos C$1,60 e os C$1,64. No início de março, com o agravamento dos conflitos no Médio Oriente, o par teve uma forte correção, quebrando o suporte mencionado anteriormente. Esta correção, fez o Eur/Cad renovar mínimos de junho de 2025 pelos C$1,56. Depois disso, o par recuperou terreno, tendo conseguido voltar a ultrapassar o nível dos C$1,60 e atingindo máximos de fins de janeiro, acima dos C$1,62. Seguiu-se uma nova correção, que levou o par a quebrar novamente o suporte dos C$1,60. Desde então, o par tem lateralizado em torno do suporte mencionado, encontrando-se atualmente acima do mesmo.

Taxa de câmbio Euro/Dólar Canadiano com valor de 1.6073
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A semana começou com os preços do petróleo a registarem uma forte descida, pressionados pelo otimismo em torno de um possível acordo entre os EUA e o Irão que permitisse a reabertura do Estreito de Ormuz. Ainda assim, as divergências entre Washington e Teerão relativamente a questões fundamentais mantiveram alguma cautela nos mercados. Apesar de alguns episódios de recuperação para o preço do petróleo, provocados por novos ataques militares e pela incerteza geopolítica, o movimento dominante foi de queda. A libertação de reservas estratégicas e a menor procura global também contribuíram para aliviar a pressão sobre a oferta.

O petróleo deu continuidade ao sentimento negativo registado na semana passado, tendo quebrado em baixo o nível dos $90/barril, chegando a alcançar mínimos de 17 de abril no final da semana, quando atingiu os $86,71/barril. A matéria-prima, que conta com um nível de suporte nos $80/barril, transaciona agora em torno dos $88/barril.

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Gráfico de preços de negociação de petróleo /CLc1, 1D, NYM
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Durante a semana, o ouro registou um comportamento volátil, condicionado pela evolução das tensões entre os EUA e o Irão, pela trajetória do dólar e pelas expectativas em torno da política monetária da FED. No início da semana, o metal precioso beneficiou da maior esperança num acordo de paz no Médio Oriente, que pressionou o dólar e reduziu os receios em torno dos preços do petróleo. No entanto, esse movimento foi rapidamente limitado pelo regresso das preocupações com a inflação, após novos sinais de tensão militar na região. A possibilidade de preços energéticos mais elevados reforçou a expectativa de que a FED possa manter uma postura restritiva durante mais tempo, penalizando o ouro, que não oferece rendimento.

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O metal precioso iniciou a semana com ganhos, mas rapidamente inverteu o sentimento e teve uma quebra, o que levou o metal precioso a quebrar o seu suporte nos $4500/onça, e, mais tarde, renovar mínimos de março pelos $4365/onça. Após atingir este nível, o preço do ouro conseguiu recuperar, fixando-se novamente acima do suporte dos $4500/onça.

Ouro cotado a $4569 por onça, num dia de aceleração da inflação nos EUA
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As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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