IMF – EUA criaram 29 mil empregos em setembro
Inflação PCE dos EUA abaixo do esperado; PMI Manufatureiro do Canadá ainda em expansão; Petróleo renovou mínimos de um mês; Ouro entre $4 100 e $4 200 por onça.
| EUA criaram 29 mil empregos em setembro
A economia norte-americana criou 29 mil postos de trabalho em setembro, abaixo das previsões dos analistas, que apontavam para 90 mil. Os dados de agosto foram ainda revistos em baixa, de 162 mil para 133 mil empregos. Por sua vez, a taxa de desemprego subiu de 4,1% para 4,2%, mantendo-se em níveis reduzidos, numa altura em que as reformas e as restrições à imigração limitam a oferta de mão de obra. A fraqueza deverá estar ligada a um efeito de calendário, já que o emprego tende a desiludir quando o feriado do Labor Day calha mais tarde no mês, e não há sinais de um aumento generalizado dos despedimentos. Ainda assim, os economistas esperam que a guerra com o Irão, através dos preços elevados da energia, comece a penalizar o mercado de trabalho até ao final do ano. Numa outra nota, a inflação nos EUA subiu menos do que o esperado em agosto, com o índice de preços PCE a avançar 0,3% face a julho, abaixo dos 0,4% previstos pelos economistas.
Depois de não ter conseguido ultrapassar a resistência dos $1,17 em agosto, o Eur/Usd entrou num período de correção que rapidamente o levou para baixo da média móvel de 200 dias ($1,1632 nessa altura). Com a quebra da média móvel, o par estendeu as perdas e perdeu o suporte robusto dos $1,14, que passa agora a funcionar como resistência. Na última semana, o Eur/Usd deu continuidade a este movimento e renovou mínimos de maio de 2025, em torno dos $1,1222. O indicador MACD mantém o sinal de venda aberto para o par.
| PMI Manufatureiro do Canadá ainda em expansão
O PMI Manufatureiro do Canadá recuou de 53,0 pontos em agosto para 51,5 em setembro, atingindo o nível mais baixo desde março, embora permaneça acima dos 50 pontos que sinalizam expansão. O índice de produção caiu para 50,8 pontos, enquanto as novas encomendas entraram em contração pela primeira vez desde março. Também as perspetivas para a produção futura se deterioraram, com o respetivo indicador a descer para 54,6 pontos, mínimo desde dezembro de 2025. Paralelamente, os atrasos nas entregas aumentaram para o nível mais elevado desde agosto de 2022. As pressões sobre os custos também se intensificaram, com o índice de preços dos fatores de produção a subir para 71,1 pontos, máximo desde julho de 2022.
O Eur/Cad tem vindo a recuar depois de ter encontrado resistência perto dos C$1,62 em inícios de agosto. Na última semana, o par desceu para a zona dos C$1,60, um suporte importante que está agora a ser testado. Chegou mesmo a cotar, temporariamente, abaixo deste nível, onde renovou mínimos de maio nos C$1,5970. O indicador MACD mantém o sinal de venda aberto para o par.
| Petróleo renovou mínimos de 1 mês
Os preços do petróleo iniciaram a semana em alta, depois de os EUA rejeitarem uma proposta iraniana para pôr fim ao conflito e reabrir o Estreito de Ormuz, mantendo a pressão sobre o abastecimento. A subida prolongou-se nos dias seguintes, com as preocupações em torno das exportações do Médio Oriente a sobreporem-se aos esforços diplomáticos do Qatar e aos primeiros sinais de recuperação da oferta regional. A meio da semana, os preços recuaram perante a melhoria dos fluxos de crude, embora as perspetivas de novas perturbações continuassem a sustentar o mercado. No final da semana, os países do G7 acordaram libertar 100 milhões de barris de petróleo e gasóleo das reservas de emergência, o que ajudou a pressionar os preços da matéria-prima.
Depois de ter testado a resistência dos $106,75 em meados de setembro, o petróleo entrou num período de correção. Desde então, o preço da matéria-prima aproximou-se do seu suporte dos €86,5/barril, onde renovou mínimos de um mês, ligeiramente abaixo da sua média móvel a 50 dias que ronda os $88,50. O indicador MACD apresenta um sinal de venda aberto para o petróleo.
| Ouro entre $4 100 e $4 200 por onça
O ouro iniciou a semana sob forte pressão, penalizado pela subida do petróleo, que reforçou os receios de inflação e as expectativas de juros mais elevados, enquanto a valorização do dólar e a subida de yields das Treasuries agravou as perdas. Na terça-feira, o metal precioso recuperou parte do terreno perdido, mas voltou a recuar a meio da semana, com a subida dos preços da energia a compensar o efeito favorável de uma inflação norte-americana abaixo do esperado. No final da semana, estabilizou, apoiado pela menor probabilidade de uma subida de juros no curto prazo, embora o dólar forte e os yields elevadas continuassem a limitar o desempenho.
O ouro tem vindo a recuar desde finais de agosto, altura em que quebrou em baixa a sua média móvel de 200 dias. O metal precioso iniciou a última semana a renovar mínimos de 2 meses, em torno dos $4 100/onça, tendo, posteriormente, lateralizado entre esse valor e os $4 200. O indicador MACD continua a apresentar o sinal de venda aberto para o ouro e o indicador RSI, que mede a velocidade e a magnitude das variações de preço, está nos 40 pontos, ligeiramente abaixo da neutralidade.
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