Bolsa inverte tendência positiva com banca e Galp a pressionarem

A bolsa de Lisboa está a contrariar a recuperação vivida pelas restantes praças europeias nesta manhã de segunda-feira. Os títulos do sector financeiro e a Galp Energia estão a pressionar a negociação.
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Miguel Baltazar/Negócios
Patrícia Abreu 12 de Janeiro de 2015 às 08:50

A praça lisboeta já inverteu a tendência de subida ligeira que marcou a abertura da sessão e segue agora a contrariar os ganhos na Europa. O PSI-20 está a ser condicionado pelas quedas acentuadas das acções da banca e da Galp Energia, numa manhã em que as acções da PT SGPS continuam suspensas.

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O PSI-20 desce 0,46%, para 4.664,75 pontos, com oito acções em queda, cinco em alta e cinco inalteradas. A bolsa lisboeta mantém assim a toada negativa da última sessão, nesta que está a ser uma manhã de recuperação entre as restantes praças europeias.

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O índice europeu DJ Stoxx 600 avança 0,54%, para 339,76 pontos, com o índice a recuperar das quedas registadas nas últimas duas semanas. A marcar a negociação tem estado a especulação em torno da compra de dívida pública por parte do BCE e a crise política na Grécia, que poderá culminar na saída do país do euro. Estes eventos determinaram o pior arranque para as acções europeias desde 2008, o ano que marcou o pico da crise financeira.

 

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Em Lisboa é a banca que está a liderar as descidas. O BCP, que até começou a manhã a subir, é agora o título que mais cai. O banco perde 2,38%, para 0,066 euros, enquanto o Banif desliza 1,67%, para 0,006 euros. Já o BPI desce 1,57%, para 0,878 euros, com a entidade a continuar a ser pressionada pelas alterações à fórmula de cálculo do seu capital em Angola.

 

A pressionar a negociação está ainda a Galp Energia. A petrolífera desvaloriza 1,6%, para 8,08 euros, arrastada pela quebra das cotações do crude nos mercados internacionais. A matéria-prima está a negociar novamente em forte queda, com o Brent a cair 2,5%, para 48,84 dólares por barril, novos mínimos de Abril de 2009.

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Uma nota negativa ainda para a Mota-Engil. A construtora está a ceder 1,33%, para 2,378 euros, isto apesar da sua subsidiária africana avançar 0,78%, para 6,50 euros. As construtoras admitem a possibilidade de terem que adiar obras em Angola, devido ao impacto que a crise petrolífera está a ter nesta economia africana.

 

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Em alta seguem as acções dos CTT. A empresa de correios, que atingiu um novo máximo histórico na última sexta-feira, nos 8,448 euros, avança 0,27%, para 8,418 euros.

 

Já as acções da PT SGPS seguem suspensas. Os títulos foram suspensos antes do arranque da sessão de sexta-feira e devem continuar sem negociar até que a PT SGPS avance com mais informação aos accionistas sobre a venda da PT Portugal à Altice.

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